O diário de um gay não gay: sou homossexual

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Outras formas de prazer, além do carnal

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Eu me afastei do meio gay e de amigos que tinha no passado, por alguns motivos, por não concordar com eles, e talvez também por eles não entenderem meu modo de ser e amar. Se eu faço votos de ficar sem pegar ninguém eu sou criticado, claro que hetero também criticaria outro hetero se você não fica com alguém.

Mas o gay eu acho mais perverso, me desculpe o uso dessa palavra. Se você diz estou feliz sem pegar, estou feliz com uma nova forma de amar, que é compartilhar bons momentos com um amigo, eles te criticam, acham que você está errado, e que tem que pegar.

Até entendo essa visão, que vem do espírito predador e caçador masculino, mas eu e a pessoa que gosto abro aqui ” ” para reproduzir uma frase dele “a prazer em conversar, em dividir bons momentos, de está juntos aqui nesta praça, muito mais forte que o sexo”.

Sexo é bom, eu não condeno, mas se eu estou satisfeito em canalizar meu prazer para momentos juntos, papos, sorrisos, palavras, olhares, as pessoas tem que respeitar.

Sexta-feira aconteceu uma coisa bacana, eu fiquei numa praça das 22h às 02:30 conversando, sorrindo. Quando eu voltava pra casa de skate, passei por um aparelho de malhação na rua, haviam três pessoas, dois rapazes fortinho e um coro fortinho, eu sei que estavam fazendo pegação, pelo contexto que eles estavam ali, há anos atrás, eu também pararia e ficaria naquele jogo, mas eu estou tão feliz e satisfeito do modo que as coisas estão hoje, que passei por ali, e aqueles caras eram pedra, não me instigaram, não me provocaram desejo e nem interesse de está ali com eles.

Sexta-feira eu falei para o cara que gosto, você tem mudado minha vida, eu não fico com ninguém há 6 meses, você recuperou alguns sonhos que eu tinha perdido, ai ele falou que não existe essa necessidade exagerada de ir pra cama com qualquer um, que o bom é está com quem te passa segurança e você gosta.

Bem, é isso que estou vivendo, criticando por outros gays por está minha escolha, estão dizendo que vou me ferir, quebrar a cara. Mas, eles se esquecem, a vida é um risco, pode dar certo ou não. O importante é ser feliz com esse momento que estou vivenciando.

No fundo as pessoas são preconceituosas com outras formas de amar, e de ter prazer, que não sejam a convencional.

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Contei pra meu melhor amigo que sou homo

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Meu melhor amigo, é a pessoa que mais amo, e isso me deixava numa angústia, porque eu tinha medo que se um dia ele soubesse que eu sou homo, ele poderia considerar que eu trai a confiança dele, principalmente que temos muitos planos de vida juntos. Acho que já falei aqui, de todo meu amor por ele.

Eu sou um homem místico, e semana passada havia feito meu mapa astral, na sexta, minha astrologa, me mandou uma mensagem dizendo que estava na hora da conversa com meu amigo. Fiquei com medo, mas teria que enfrentar esse risco. Marquei de encontrá-lo na nossa pracinha.

Comecei nossa conversa com auma frase que ele havia me dito “a gente ainda vai ficar juntos muito tempo ainda” Falei que baseado nisso que ele falou, e em todos nossos planos juntos, é que não queria que daqui há 10 anos, ele me olhasse e falasse que eu o havia traido. Ele me olhava rindo durante a conversa, e foi então que eu contei, ai ele riu mais, e disse, não muda em nada isso. Só me fez três perguntas, tem um companheiro? tem namorado? parceiro fixo? Eu falei que não e que achava que ficaria só, porque não encontrava ninguém que buscasse o mesmo que eu.

Foram três horas em que conversamos sobre amor, sentimentos, amizade, de estarmos um ao lado do outro, de nossas famílias. Eu acho que eu falei de alguma forma e ele compreendeu que eu amo demais ele, e que vou me dedicar ao mesmo.

No final da conversa eu falei pra ele como o mesmo estava mudando a minha vida para melhor. Como é importante na minha vida. Ele apertou a minha mão e me deu um abraço forte.

Acho que foi a coisa mais bonita que já falei pra alguém na vida, pois foi com amor, sentimento, carinho, amizade.

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Mais preocupados com beijo e casamento gay do que se a pessoa está feliz

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Esse título imenso, é o que tenho hoje para abordar. Ontem peguei um baita engarrafamento do Centro do Rio a Zona Sul e perto da Lagoa, estava pensando nisso, como uma parte dos gays, e principalmente ativistas estão mais preocupados em debater se pode ou não beijo gay na tv, se deve ou não se casar. Mas esquecem temas mais importante, como se as pessoas estão felizes, ou não, como poder abordar temas que ajudem as pessoas a se relacionarem melhor.

Na verdade eles querem é que haja um beijo, mas a pergunta, será que quem beijou, o fez de verdade ou só para dizer que fez. Do que adianta dizer “eu tenho um namorado” …A pergunta é você ama de fato ele, tem cumplicidade, amizade acima de tudo, ou que tê-lo somente como uma vitrine, aquele que você vai beijar em público ou numa boate, para os outros falarem…”olha fulano lá namorando um cara lindo” ou “olha que sorte ele não está só”.

O mais importante do que dar respostas sociais, ou que as pessoas querem ou não que façamos, é ser feliz, ser honesto com seu parceiro, tentar ser o mais legal consigo e com a pessoa que está ao seu lado.

Hoje vivemos na sociedade do descartável, da sociedade do produto que tem que ser exposto na vitrine, e isso se reflete no meio gay, ter o cara fodão para mostrar. Exigir o tal beijo gay na tv, que na verdade deveria ser natural e não algo superficial.

O mais importante é que sejamos homo humanos, e não coisinhas manipuladas pela midia e por um grupo de pessoas que se dizem porta voz de a, b ou c.

Um dia desses estava vendo uma debate, gays x pastor tal. Na verdade os dois lados estão errados, estão cercados de ódio, dogmas bobos, e se esquecem do principal respeito e amor ao próximo. Eu não vejo diferença nenhuma entre gay “lideres” e pastores, na verdade todos estão ali tentando passar uma verdade que não há, e se esquecem do principal, do ser humano, de que este é único, de que deve buscar a felicidade só se constroi com amizade, amor e respeito.

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Como ser homo quando ocupo cargos específicos na sociedade

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Nosso leitor Igor, nos enviou esse comentários:

“…Juiz; promotor; delegado; tem cargos tradicionais e grande resposabilidade social e formadores de opiniões, como fica a sua relação afetiva dentro do contexto e, as dificuldades neles inerantes.”

Bem essa é uma situação difícil, eu vou começar dando um exemplo fora do meio gay/homo. Eu tenho um amigo que surfava muito bem, mas começou a estudar direito, se formou, hoje ele não surfa, nem quando tem folga. A resposta dele é que agora é um homem sério e não pode fazer essas coisas. Acabou misturando o advogado com o homem comum, se esqueceu de se despi do personagem advogado, e deixou que ele invadisse suas horas de lazer e vida intima.

Meu pensamento sobre isso é que as pessoas se deixam levar pelo o que a sociedade quer, as vezes por falta de base de pensamento, ou por medo de serem recriminadas. Eu até dois anos atrás trabalha junto a um grupo que atua na sociedade, mas ele começaram a me pressionar a ser quem não sou, desde deixar de usar isso ou aquilo, e até chegaram a invadir minha vida, no caso de eu ser homo, até falavam que eu fazia programa.

O que eu fiz? abandonei eles, larguei o emprego com eles, perdi dinheiro. Sim! Perdi. Mas não perdi meus valores, a minha dignidade, a minha liberdade.

Eu sei que muitos sonham em ocupar cargos públicos, serem juizes, promotores, e tem medo que a sociedade os jugue se descobrirem que é homo. Aqui no Brasil as coisas são mais complicadas. Mas em outros países, há primeiros ministros gays, prefeitos de cidade importantes gays, e nada muda, o ser homo nada tem haver com o ser público, o que você tem intimamente em seus sentimentos não invalidam sua competência, adquirida profissionalmente ou por acumulação de funções.

As pessoas dizem, há eu não quero que meu filho seja atendido por aquele pediatra gay, mas não muito distante, e até hoje, tem muita gente que não quer ser atendida por um médico negro, nordestino e etc.

Se você tem uma carater firme, é profissional no que faz, e se um dia descobrirem que você é homo, certamente ficaram intimidados a te contextar. O negócio é você mostrar que é competente, é capaz, agir da melhor maneira possível. Eu tento fazer assim nas atividades que exerço.

Eu sei que não é fácil isso, tem muito promotor, juiz e gestor público que tem medo de ter uma vida afetiva, até se mutila intimamente, deixando de ser o que é, só porque a socieade acredita que eles só serão capazes se forem heteros. O mundo está mudando, o Brasil ainda a passos lentos neste sentido, mas creio que as coisas tendam a avançar.

Mais o importante é você se manter firme nas suas convicções, ser justo com o mundo, e mostrar que tem capacidade de exercer o cargo que for, sendo negro, nordestino, gordo, homo, mulher, do interior, etc. Vamos romper os esteriótipos, que a sociedade hetero e gay querem criar do que seriam pessoas perfeitas, do padrão correto. Vamos conjugar a diferença e a diversidade.

Golpe baixo pra pegar alguém

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Essa semana um grande amigo me ligou bolado, ele me contou que saiu com outro amigo dele gay, e que foram beber num bar hetero.

O cara ficou incentivando ele a beber. Meu amigo gosta de uma cerva, isso ninguém pode negar. Até ai tudo bem. Mas voltando a história, o cara cada vez mais trazia bebida e falava “você não está bebado, pode beber mais”. Resumindo a história, o meu amigo só se lembra de ter acordar nú na cama do cara e este o tentando agarrar.

Quando o mesmo me ligou, falou que estava chateado, pois enxergava o cara como amigo, e jamais pensou que ele o tentaria agarrar, ainda mais usando o artifício da bebida.

Bem, acho que meu amigo não é santo, mas pelo que o conheço, não vai pra cama assim não. Isso mais parece aquele “boa noite cinderela” mas com intuito de usar a pessoa para sexo.

Na verdade isso é até humilhante para quem tenta isso, pois se eu sei que um cara não me curte para sexo ou relacionamento amoroso, eu não ia tentar tê-lo assim, ainda mais que meu amigo agora não quer mais ver o espertinho que embebeda.

São por essas coisas que é preferível está só do que mal acompanhado.

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Projeto de bancada evangélica propõe legalizar ‘cura gay’

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Falta do que fazer um político propor isso? …Seria mais sensato proporem legalizar a cura da corrupção…

“O paciente deita no divã e pede: não quer mais ser gay. O psicólogo deve ajudá-lo a reverter a orientação sexual? Parlamentares evangélicos dizem que sim e tentam reverter uma resolução do Conselho Federal de Psicologia. Um projeto de decreto legislativo quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo órgão. Eles proíbem emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno. Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho “extrapolou seu poder regulamentar” ao “restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional”.” Folha de São Paulo

Vou ser bem claro aqui!

Tem tanto projeto importante para o país engavetado e atrapalhando a pauta há mais de 20 anos, tanta coisa importante para ser votada, mas os nobres deputados parecem que são míopes e se esquecem disso.

Um projeto como esse,  classifico como falta de panela para ariar…

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Anestesiado pelo sentimento

Em amor entre homens, comportamento, dúvidas, dentro do armário, escolha sexual, GLBT, primeira vez, quilksilver, revista gay, sexualidade, shelter o filme, sou gay, fevereiro 24, 2012 às 1:34 pm

Quero pedir a compreensão de vocês por está escrevendo menos este mês, um post por semana, e as vezes com alguma dificuldade.

Estou vivenciando uma situação, quem nem eu tenho resposta. Uma daquelas coisas que a vida te coloca a frente. É como se você pulasse de paraquedas, mas ficasse parado no meio do tempo, flutuando sem cair, querendo saber o que seria aquilo. É como se estivesse anestesiado, mas sem agonia, um silêncio que não tem respostas. É como se você estivesse numa sala com várias gavetas e procurasse respostas dentro delas e não as achasse.

Já me perguntei o que é isso, ao mesmo tempo tenho medo, mas não quero perder esse momento único que estou vivendo.

Não há sexo, não há beijo. Mas é como se fosse beijado sem ser.

Já assistir Shelter para saber se tem haver, se vai ocorrer o mesmo, se a história é parecida. Vou assistir novamente Shelter e tentar nos encontrar em meio ao enredo.

Interrogações…

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Relacionamento gay e as idades

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Nosso leitor, pediu um post sobre relacionamento gay e as diferenças de idade. Vou fazer então dois post, um sobre pessoas de idades diferentes que se relacionam, e um outro sobre as mudanças e/ou amadurecimento de relacionamento com o passar da idade.

Então, seja no mundo homo, seja no mundo hetero, o preconceito com idades existe.

Já ouvi de amigos meus heteros e também de gays a seguinte frase “porque você não se relaciona com um cara de 36, e fica se metendo com caras de 22, 25, 28… ?” Pior ainda é quando alguém ver que você poderia ser feliz com alguém de menos idades ou mais idade.

A  sociedade como um todo (homo e hetero) é muito preconceituosa, fica exigindo limites, jeitos de as pessoas serem e pensarem. E é claro, no que tange a relacionamento de pessoas de idades isso não muda, um grupo repete o coro do outro. Se vêem um cara de 40 com um rapaz de 20 vão dizer que o mais novo está ali por interesse, ou que o mais velho quer usar o corpinho do mlk. Se vêem dois caras maduros de idade acima dos 50 juntos e felizes, criticam, já chama “olha lá aquelas bichas velhas ridículas”

Infelizmente as pessoas são assim, ou por inveja, ou por falta de coragem, ficam se limitando.

Eu não vejo problema algum de um cara mais novo preferi homens maduros, ou um cara mais velho, gostar de rapazes. Se a pessoa é feliz, se as partes se completam, porque então evitar a felicidade.

Amor não tem idade!! Lembrem disso! Não é porque um cara tem 20 anos, que ele vá ser imaturo, ou um cara ter 40 anos que isso vá dizer que ele é maduro. Cada cabeça tem uma forma de ser, pensar, valores. Conteúdos.

O que se deve buscar são pessoas que te fazem bem. Eu mesmo, curto caras mais novos, porque os mais velhos, não curtem meu modo aventureiro, Indiana Jones de ser, ou largado as vezes. Eles não me enxergam com maturidade, e quando querem algo, querem me moldar. Relacionamento é um encontro de idéias e acertos e não um cativeiro de pensamentos.

Mas já encontrei caras mais novos maduros, e também os que não queriam nada. Já vi caras de minha idade super seguros e outros tão inseguros quanto um garoto de 18 anos.

Não a segredo para se ter um bom relacionamento, e também não há limites. Porque um cara de 60 anos, não poderia ser feliz com um de 40? Claro que pode! Se eles tem projetos em comum, se gostam, compartilham coisas boas. É claro que pode dar certo.

Bem, é isso. Sejam felizes, não fiquem ligando para os comentários preconceituoso de gays e heteros sobre a idade de seus parceiros. Sigam o coração de vocês! Se te faz feliz! Seja!

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O que se passa na cabeça dos gays?

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O post de hoje é inspirado no comentário de nosso leitor Raoni:

“Sinceramente cansei de me questionar o que se passa na mentalidade dos gays. Mas acredito que é uma junção de fatores sociais (homofobia internalizada), hormonais, familiares e instrutivos (que instruem). A ciência e a antropologia estão a buscar mais as respostas para as possíveis causas do comportamento homossexual do que estudar o comportamento do homem homossexual diante da sociedade e de si próprio afim de esclarece-lo e/ou ajudá-lo. Então, já que ninguém se candidata a estudar o indivíduo, somente as causas que levam o indivíduo a existir, fica difícil encontrar respostas” (Parágrafo escrito pelo leitor Raoni).

Nosso leitor falou tudo! A ciência, os psicólogos, alguns religiosos, ficam procurando motivos para uma pessoa ser gay, e se esquecem que somos apenas um ser humano. Seria mais bacana que ciências como psicologia, sociologia e antropologia, estudassem o modo comportamental, a sociedade em que os gays se inserem e suas relações com estas. Assim poderia-se traçar alguns padrões, identificar que os homossexuais são formados por pessoas diversas e com padrões multiplos e não somente um estilo de ser, ou apenas um esteriótipos que comumente é apresentado a sociedade como sendo o padrão.

Também, entenderiamos melhor porque uma parte das relações homossexuais só são baseadas pelo sexo, porque há tanta vaidade, etc. Claro sexo e vaidade são elementos da sociedade humana, seja ela hetero ou homo, mas que tem forte aporte no nosso meio.

Estudando o modo de ser de cada subgrupo homo, conheceríamos melhor nosso modo de ser, as dúvidas, os anseios, as aspirações. Seria até melhor para se fazer políticas de inclusão mais claras.

Creio que nem os grupos GLBT ou ativistas gays, conhecem realmente quem são os homossexuais a sua volta.

As interrogações são muitas, mas seria bom um estudo, sem paixões e realistas sobre o modo de ser gay.

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Primeira decepção homo do ano

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Bem, a vida é assim, amigos e conhecidos vão e vem. Vai ser assim, não deveria. Mas…

Conheci um cara que até então eu achava bacana, e estavamos saindo. Semana passada ele me ligou e me convidou para fazer sexo a três, eu recusei, uma das frases que me chamou atenção na ligação foi essa “falei com o cara para nós três nos beijarmos”. Fiquei com uma puga atrás da orelha já que ele não gosta de beijar e queria beijar a três. Passou-se uns dias e meu telefone tocou, ele estava próximo a minha casa e pediu para beber água. Água a gente nunca nega, então falei, pode chegar. Ele estava acompanhando por um rapaz, bebeu água e foi embora…um minuto depois meu interfone toca. Era meu porteiro, ele me perguntava se os caras estavam comigo, eu conto que não, que beberam água e foram embora. E para minha surpresa, meu porteiro diz que os caras estão na escada do prédio. Fiquei bolado. Meu porteiro disse para eu ficar tranquilo, pois iria verificar o que estava acontecendo. Cheguei na porta e ouvi passos corridos (as pressas). Em seguida liguei para meu porteiro. E ele me informou que puxou o elevador e os caras sairam correndo pelo corredor.

Sinceramente, por isso que evito ter algumas amizades gays, sei que posso até está sendo errado neste pensamento. Mas uma parte é assim, pisa na bola, pensa só em sexo, putaria. Sorte que meu porteiro me conhece, e viu que a culpa não era minha.

É por isso que prefero continuar com meu circulo de amizades heteros, não que eles não vão pisar na bola comigo em algum momento da vida, mas uma doidera (putaria) dessas eles jamais vão fazer no meu prédio.

Sou homossexual, mas não sou um puto. Sou uma pessoa normal.

Segunda parte do post. Ontem fui a um ensaio técnico no Sambódromo, estava apertado e precisava urinar, então fui ao banheiro, as luzes estavam desligadas, no corredor tinha muito homem se pegando e de paquera no escuro. Acabei não conseguindo urinar e sai dali apertado. Minhas pernas tremeram quando vi as cenas. Por isso que tem gente pensando que somos seres de sexo somente. Porque a galera ao invés de se divertir, vai para os lugares só para putaria, me desculpem os termos.

Para salvar a noite, destaco os casais gays e gay sozinhos que estavam nas arquibancadas, estes sim se divertindo, e curtindo a festa. Eram todos tranquilões, sem aquela coisa que a gente vê em festa que tem muito gay, onde todo mundo tira camisa. Ali estavam todos de camisa, e convivendo tranquilamento com o restante da arquibancada que era hetero. Isso sim, é diversidade e ser gay tranquilão.

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