O diário de um gay não gay: sou homossexual

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Classe LGBT, como assim Jean Wyllys?

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Estou numa fase bacana da minha vida, mas hoje vou dar uma de rabugento rs. Eu abro o jornal O Globo e leu um trecho em que o deputado federal e ativista gay Jean Wyllys diz essa frase que considero infeliz.

“O deputado afirma que a classe LGBT está decepcionada com tamanha indiferença” (Fonte O Globo).

CLASSE LGBT, não sabia que agora eramos uma classe. Quem nos sindicalizou Jean? Fala sério.

Essas atitudes só acabam por trazer mais dor, mais preconceito, mais divisão, e jogam água fria no que poderia ser uma onda de diversidade social.

O problema desses ativista gays, é que são míopes, me desculpe Jean, mas assim que os vejo, pregam diversidade, mas não enxergam diversidade do grupo social gay / homo que faz parte da sociedade.

Agora somos uma classe… daqui uns dias vamos ser sindicalizados não é?

Isso aqui não é gado para ser controlado ok Jean e outras pessoas da sociedade que pensam assim! Somos seres humanos e não gado ok. Não temos lideres, somos livres ok.

Não quero fazer parte desta tal “classe”! Sou homossexual, mas não sou gado.

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Quatro anos aqui com vocês

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Não imaginei que fosse durar tanto tempo, que conseguiria escrever tanta coisa, que contaria tanto sobre o que passei, que um blog nascido de uma decepção tomasse esse rumo diferente e transformasse dor em conforto, em troca de experiências.

Não imaginava trocar tantas histórias e também lágrimas e sorrisos com vocês. Foram muitos posts, e-mails, conselhos, descobertas, respostas longas e até curtas.

Não imaginava que um blog que não tem apelo sexual, sendo penas escrito teria o acesso de mais de 250 mil pessoas. São jovens e adultos das grandes cidades e principalmente do interior, de onde um dia eu também sair em busca de mudança. Um abraço aos leitores do norte, do sul, do centro oeste, do nordeste, do sudeste, da América Latina, da Europa, dos países de lingua portuguesa que estão conosco. Tenho apredido muito com todos.

Vocês acabaram mudando a minha vida, me dando esperança, e eu acho que mudei a vida de muitos de vocês, espero que para melhor.

Eu sou meio chorão, coisa de canceriano, e estou aqui escrevendo emocionado para agradecer a todos vocês.

Peço desculpas por qualquer coisa. Por qualquer discordância, mas isso faz parte do crescimento de todos nós.

Estou aqui para agradecer a cada um de vocês e dizer que há um pedaço de cada um de nós em cada um de nós, é como se todos pudessemos fazer parte de um grande corpo, somos as células que dão vida a essa história a este blog, pois ele apesar de ser eletrônico tem vida nos seus bits, tem histórias de pessoas, tem experiências e sentimentos.

Galera valeu por tudo. Conntinuo aqui escrevendo para vocês semanalmente, tem semanas que as coisas vão ficar meio lentas, pois estou numa correria do trabalho, mas não esqueço de vocês, os levo no meu coração.

Um grande abraço e beijo a todos. Que Deus os abençoe, que vocês não percam as esperanças na vida, pois esta mesmo com espinhos pode ser transformada em um mar de pétalas de rosas, vocês tem o grande poder de mudar, de tranformar dor em sorriso, a grande mágica da vida está nas suas mãos, sejam felizes, não desistam de seus sonhos, acreditem num amanhã melhor, dêem o melhor de vocês, não se intimidem por pressão de terceiros e não se deixem corromper por estes tantos mundo que habitam entre o nosso. Não cedam as pressões de ativista nem gay e nem hetero, pois eles se esquecem que vocês são humanos, diferentes, multiplos e diversos.

Esse que é o grande barato do ser humano, não ser igual ao outro, Deus nos fez assim, um diferente do outro para que a diferença se some e construa-se esse grande mural de diversidade.

Amem a si, e ao próximo, o amor é algo que hoje tem perdido espaço, esperança, mas vocês podem ser os guardiões dele.

Felicidade a todos, muito amor, sorte e sucesso. E meu muito obrigado em nome desse blog.

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Para nós homo/gays pensarmos e refletirmos

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Essa semana postei uma foto de uma favela aqui, para refletirmos como estamos encaminhando nossas vidas como seres humanos, que somos, como homossexuais que fazemos parte de uma sociedade, mas que as vezes nos achamos superiores ou fora dela.

Nosso leitor Giuliano postou esse comentários que quero compartilhar aqui com vocês:

“O melhor ao ver esta imagem é saber que dentro de algumas dessas casas, em algum destes becos e vielas existe um ou mais gays/homossexuais vivendo esta realidade.
Cotidianamente há gays que não vivem a “fantasia” colorida, delirante, das academias, da futilidade, do dinheiro em excesso, da beleza a qualquer custo, das marcas etc…
Na favela/comuninades há gays/homossexuais, já pararam para pensar nisso?”

Para encerrar esse post hoje, deixo mais uma reflexão…assistam ao vídeo, e tentem entender algo…”no você sabe com quem você está falando” E tragam isso para… frases que podemos ouvir no meio gay: no nosso mundo só os bonitos sobrevivem… ou se não é gay não presta…

No dia em que entendermos que o mundo não gira em torno de nós, que na verdade fazemos parte dele, a vida ficará menos complicada e mais feliz de fato, e vamos passar a fazer bem para si mesmo e para os outros.

O que se passa na cabeça dos gays?

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O post de hoje é inspirado no comentário de nosso leitor Raoni:

“Sinceramente cansei de me questionar o que se passa na mentalidade dos gays. Mas acredito que é uma junção de fatores sociais (homofobia internalizada), hormonais, familiares e instrutivos (que instruem). A ciência e a antropologia estão a buscar mais as respostas para as possíveis causas do comportamento homossexual do que estudar o comportamento do homem homossexual diante da sociedade e de si próprio afim de esclarece-lo e/ou ajudá-lo. Então, já que ninguém se candidata a estudar o indivíduo, somente as causas que levam o indivíduo a existir, fica difícil encontrar respostas” (Parágrafo escrito pelo leitor Raoni).

Nosso leitor falou tudo! A ciência, os psicólogos, alguns religiosos, ficam procurando motivos para uma pessoa ser gay, e se esquecem que somos apenas um ser humano. Seria mais bacana que ciências como psicologia, sociologia e antropologia, estudassem o modo comportamental, a sociedade em que os gays se inserem e suas relações com estas. Assim poderia-se traçar alguns padrões, identificar que os homossexuais são formados por pessoas diversas e com padrões multiplos e não somente um estilo de ser, ou apenas um esteriótipos que comumente é apresentado a sociedade como sendo o padrão.

Também, entenderiamos melhor porque uma parte das relações homossexuais só são baseadas pelo sexo, porque há tanta vaidade, etc. Claro sexo e vaidade são elementos da sociedade humana, seja ela hetero ou homo, mas que tem forte aporte no nosso meio.

Estudando o modo de ser de cada subgrupo homo, conheceríamos melhor nosso modo de ser, as dúvidas, os anseios, as aspirações. Seria até melhor para se fazer políticas de inclusão mais claras.

Creio que nem os grupos GLBT ou ativistas gays, conhecem realmente quem são os homossexuais a sua volta.

As interrogações são muitas, mas seria bom um estudo, sem paixões e realistas sobre o modo de ser gay.

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Primeira decepção homo do ano

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Bem, a vida é assim, amigos e conhecidos vão e vem. Vai ser assim, não deveria. Mas…

Conheci um cara que até então eu achava bacana, e estavamos saindo. Semana passada ele me ligou e me convidou para fazer sexo a três, eu recusei, uma das frases que me chamou atenção na ligação foi essa “falei com o cara para nós três nos beijarmos”. Fiquei com uma puga atrás da orelha já que ele não gosta de beijar e queria beijar a três. Passou-se uns dias e meu telefone tocou, ele estava próximo a minha casa e pediu para beber água. Água a gente nunca nega, então falei, pode chegar. Ele estava acompanhando por um rapaz, bebeu água e foi embora…um minuto depois meu interfone toca. Era meu porteiro, ele me perguntava se os caras estavam comigo, eu conto que não, que beberam água e foram embora. E para minha surpresa, meu porteiro diz que os caras estão na escada do prédio. Fiquei bolado. Meu porteiro disse para eu ficar tranquilo, pois iria verificar o que estava acontecendo. Cheguei na porta e ouvi passos corridos (as pressas). Em seguida liguei para meu porteiro. E ele me informou que puxou o elevador e os caras sairam correndo pelo corredor.

Sinceramente, por isso que evito ter algumas amizades gays, sei que posso até está sendo errado neste pensamento. Mas uma parte é assim, pisa na bola, pensa só em sexo, putaria. Sorte que meu porteiro me conhece, e viu que a culpa não era minha.

É por isso que prefero continuar com meu circulo de amizades heteros, não que eles não vão pisar na bola comigo em algum momento da vida, mas uma doidera (putaria) dessas eles jamais vão fazer no meu prédio.

Sou homossexual, mas não sou um puto. Sou uma pessoa normal.

Segunda parte do post. Ontem fui a um ensaio técnico no Sambódromo, estava apertado e precisava urinar, então fui ao banheiro, as luzes estavam desligadas, no corredor tinha muito homem se pegando e de paquera no escuro. Acabei não conseguindo urinar e sai dali apertado. Minhas pernas tremeram quando vi as cenas. Por isso que tem gente pensando que somos seres de sexo somente. Porque a galera ao invés de se divertir, vai para os lugares só para putaria, me desculpem os termos.

Para salvar a noite, destaco os casais gays e gay sozinhos que estavam nas arquibancadas, estes sim se divertindo, e curtindo a festa. Eram todos tranquilões, sem aquela coisa que a gente vê em festa que tem muito gay, onde todo mundo tira camisa. Ali estavam todos de camisa, e convivendo tranquilamento com o restante da arquibancada que era hetero. Isso sim, é diversidade e ser gay tranquilão.

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Um mundo gay “certinho” demais…

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Sábado a noite voltando na chuva para casa, fiquei pensando algumas coisas que fiz durante a tarde de sábado, quando fui eu e um amigo hetero a praia, ,na tarde em que desabou uma tempestade e tivemos que nos abrigar em um Bobs. Na tarde em que encontramos amigos e já que voltamos a praia ligo após a tempestade de verão ter passado. Jogamos altinha, e depois futebol americano e rugby. Não estou aqui querendo passando uma impressão masculizada, estou apenas contando sobre coisas que faço e estão no meu cotidiano semanal.

Jogamos, nos sujamos de areia, um agarrando e tentando derrubar o outro, sem maldade. Coisas simples, e o melhor, sentamos os seis juntos na areia molhada observando o sol se por em meio a tempestade que rondava o mar.

Não é cena de filme, é coisa simples que gostaria de compartilhar com outros gays, que gostaria de tê-los participando, mas que eles se recusam nesse formato.

Confesso que as vezes tenho a impressão que o mundo gay tenta ser certinho demais, engomadinho demais, arrumadinho demais, como se fosse um desfile, uma passarela.

Isso as vezes me fere, a falta de outros gays ou até rapazes não assumido com vontade de vivenciar essas coisas, com vontade de não somente viver o mundo dos bares e boates. Pois, boa parte dos gays assumidos, ou que são mais visiveis na sociedade, rotulam e limitam seus mundos a esses espaços.

Essa semana conversando com um leitor que nos deixou um comentário. O mesmo dizia, como o meio gls era mais leve antigamente, até mais simples e descomplicado em épocas que ser gay era mais difícil; como antigamente (10 anos atrás) as pessoas se permitiam não somente estarem num mundo somente de glamour de bares e boates.

É de coisa que parecem bobas e banais para muitos que sinto falta ver gays fazendo.

Sinto falta também de gays fazendo atividades que muitos rotulam como masculinizadas, mas que são comuns, simples, e não tem nada de grosseiras ou até como alguns gays falam “primitivas”. Sinto falta de um cara que tope conhecer meu mundo, que não tenha medo de se sujar de areia, de falar bobagem, de interagir com gente mais nova e até muito mais velha. Que tope andar descalço, viver um dia-a-dia sem aquela coisas criada por uns que você tem se vestir igual, não pode suar, não pode interagir com outros grupos ou tribos.

Sinto falta de DIVERSIDADE de atividades no mundo gls.

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Post sem nome: é amor, é o que isso…

In amor entre homens, bissexuais, boate gay, comportamento, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, escolha sexual, opção sexual, preconceito, primeira vez, psicologia, sexualidade, shelter o filme, sou gay on setembro 30, 2011 at 9:19 am

O post de hoje começa com a sensação “deram o doce a criança, fizeram ela sorri, mas roubaram o doce da criança e a fizeram chorar”. Perdi o sono as 5 da madruga, então vim escrever aqui.

Ontem fui fazer esporte com o cara que gosto, que tem tudo haver comigo, tanto com a complementação de atividade, quanto com a complementação de valores. Mas de repente, dentro de mim, resolvi ver com outros olhos, talvez eu estivesse engenado sobre nós, ou talvez eu não queira na verdadade se o destino me pregar mais uma surpresa, ser o amante lá na frente. Mesmo porque ele tem namorada. Voltando de metrô para casa pensei muito nisso, o quanto eu não quero mais experimentar essa sensação. Então vou querer só a amizade que tenho e se um dia acontecer algo, eu vou fazer igual ao amigo que chegou em minha pessoa e que depois falou “eu não quero isso para minha vida“.

Rolando na cama, me lembrei do outro que me disse que pega mulher por ato falho. E novamente me veio a mente também, não quero ser mais uma vez o amante, o terceiro elemento. Nos temos afinidade no sexo, mas falta o que gostaria de fazer com ele, deitar 5 minutos abraçado com o mesmo, fechar meu olhos e dormir com ele. E sei que ele gostaria, mas não se permite. Então porque eu vou me permitir a isso também. E olha que o momento mais bacana que tivemos aqui em casa, não foi o sexo, foi jogar bola com ele durante 40 min no meu quarto e conversar sobre o nada, sobre a vida. Mas já que não quer isso. Também não vou me permitir ser a meritriz (falando no sentido figurado)

E ai, veio a mente aquele puto (vou chamar assim, porque estou bolado = sem noção) do meu amigo que chegou em mim no ônibus daquela forma surpreendente na volta do campeonato de skate. Isso, se você estiver lendo esse texto estou falando de você mesmo. Pow, me deu o “saquinho de doce” da forma como ninguém fez até hoje, despertou algo que nem pensava que existia entre nós, mas no fundo existia, pois já tinha visto o olho dele brilhar por mim centenas de vezes e o meu ele falava que o meu brilhava também quando estavamos juntos. Mas eu nunca pensei que ele sentisse atração, ou sei lá o que por mim, por ele ser tão preconceituoso, e homofobico. Até já tivemos discursões online sobre isso. (eu sei que você vai negar tudo como sempre o faz. Talvez eu tenha descoberto algo bacana em você, mas você vai dizer: se afaste de mim).

Pensei, talvez pudessemos dá certo. Temos papos, afinidades, gostos em comum, a química implicita descoberta daquela forma surpresa. Mas o que ele me disse “não se apegue a mim“não vou me permitir ser bi ou homo” “não quero ser feliz dessa forma“.

É tão me dando vários saquinhos de doce e estão me tirando. Se lá, talvez eu vá fechar para balanço depois disso tudo. Uma amiga astrologa postou uma coisa que me fez refletir, talvez seja isso no final:

“Compreenda o que foi bloqueado para não sofrer. Permita que sua alma volte a amar sem medo “

Não vou tentar pensar e nem entender os três casos acima. Melhor não.

Vou para praia. O mar acalma meu ser.

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Homem que dá em cima de geral

In amor entre homens, bissexuais, comportamento, dúvidas, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, discriminação, escolha sexual, preconceito, primeira vez, revista gay, sexualidade, shelter o filme, sou gay on setembro 28, 2011 at 2:00 pm

Vou relatar hoje neste post o comportamento de um amigo meu gay que me faz não apresentá-lo aos meus amigos.

Conheço esse amigo há uns 11 anos, e ele veio morar no Rio, é amigo que é gente boa e tal, mas infelizmente vou ter de mantê-lo afastado de meu círculo de amizades.

É chato falar isso, pode parecer preconceito, mas não o é. O problema reside nos pontos que vou contar a vocês.

Último Domingo ele me ligou falando que já estava no Rio há 7 meses e que eu não o tinha convidado para vir a minha casa. No meio do papo ele falou “eu quero conhecer seus amigos”. Ai falei que amigos gays tinha poucos e que dois deles estavam namorando. Foi quando ele mandou essa “mas eu quero conhecer esses seus amigos homemzinhos heteros da praia que você faz esporte”.

Foi até engraçado o modo que ele falou isso, mas para minha surpresa não era brincadeira. E ele continuou.

“Eu tenho um modo de seduzir esses homens” …”Você me enturma e eu chego neles”.

Dai eu falei, qualquer dia desses você vem dá uma volta aqui. Mas de verdade, não vou convidá-lo para me visitar.

O que acho chato nisso tudo, é a pessoa não querer conhecer as pessoas para amizade, para se divertir, mas sim, com explicito interesse de caçar. Coisa que para muito gay é normal. E o que leva a muita gente a achar que somos somente “putos”.

Vocês vão perguntar, você já se interessou por amigos seus? Sim. Por três, mas não passou de sentimento platônicos, ou trocar de olhares, até já relatei aqui. E o que quis avançar (eu gostava demais dele) eu barrei chegar ao finalmente como ele queria, pois sabia que ia estragar nossa amizade. E é por isso que temos uma amizade sólida, apesar das tentativas dele até hoje. E teve o caso que relatei há algumas semanas atrás do amigo que falou que se excitava comigo. O que me deixou até sem reação e supreso. Mas dai a sair ou tornar todos (100%) dos meus amigos homens em objeto, não é legal.

Primeiro que não é todo homem que me atrai, e o que todo homem tem no meio das pernas eu tenho, e outra, são amigos de anos, uma parte sabe que sou homossexual, e me encarra super bem, como deveria ser numa relação de amizade hetero x homo; principalmente porque sou bem autêntico. Até se permitem ficar sem roupa na minha frente pois confiam em minha pessoa. Agora imagina se eu levo um amigo meu que começa a dá em cima de geral. Como é que eu fico? E pelo o que conheço dele, ele daria em cima mesmo, sem se preocupar, pois acha que não deve haver limites para um gay.

Acho que deve haver limites para gays e heteros. As pessoas tem que saber separar as coisas, você pode até achar fulano bonito. Mas dá em cima mesmo sabendo que o cara é hetero, para tentar pegar, acho que já é demais.

O cara que balança meu coração (o que combina em tudo comigo) até segunda ordem é hetero, a gente até troca olhares, o que me deixa confuso. Mas eu tenho uma coisa muito clara, eu não vou dá em cima, se um dia ele quiser chegar tranquilo. Mas eu não vou tomar iniciativa e nem transformar algo bacana é sacanagem.

Outra coisa que não gostei no nosso papo, é o fato desse meu amigos gay ter namorado, mas toda hora fala “me diz ontem tem lugar que eu posso fazer pegação?” “Estou querendo ir naquela festa moderninha para vê fulano de tal”. Pow, então porque está namorando? Somente para não está sozinho, e dizer aos demais que tem namorado.

Não, sou santo. E já contei minhas aventuras aqui. Porém, o que mais dou valor numa pessoa é o fator carater. Coisa rara também no meio hetero, mas que no meio gay tem muita gente que não está nem ai para isso, e acha normal transformar todas as pessoas em peças de carne penduradas num açougue prontas a serem devoradas.

Um coisa é sexo, que é sádio e normal, outra é ser um colecionador de pessoas, e pior transformar pessoas somente em objetos para satisfação do desejo sexual.

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Ser um gay diferente dos demais é ruim?

In amor entre homens, bissexuais, comportamento, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, GLBT, homossexuais, opção sexual, paquera, preconceito, primeira vez, psicologia, revista gay, sexualidade, shelter o filme, sou gay on setembro 20, 2011 at 6:40 pm

Sei que a sociedade no geral nos cobra posturas, no meio gay também não é diferente, apesar de quererem ser diferentes, muito das vezes os mesmos tem valores similares ao dos heteros, o que não deixa de ser ruim. Afinal todos fazem parte de um conjunto social. Mas uma coisa que tenho observado, e que só via em relacionamentos heteros, ou em cobranças de pais sobre quem vai casar com as filhas, diz respeito a condição financeira, status social.

Final de semana sai com o rapaz de Madureira, bairro localizado no subúrbio do Rio. E ele reclamava que quando falava que morava no subúrbio, deletavam ele, ou deixavam de falar, até mesmo quando ele abri a cam, e mesmo os caras o achando bonito, ele acaba sendo descartado quando fala “moro no subúrbio”.

Estes dias, em conversa com um amigo gay via facebook, eu perguntei: “o que você acha que devo mudar?” Ele foi taxativo. “Acho que você é muito garotão para sua idade, não se comporta como alguém que tem 36 anos.” E ainda perguntou se eu era herdeiro, porque ele achava que eu não trabalhava e tal.

Fiquei meio chocado, porque mais uma vez vi, que a sociedade passou para o meio gay também, este, absorveu essa coisa de -padrão/estética, em parte – materialismo cego – Na cabeça de muitos por eu ter 36 anos, eu sou um velho, então, não poderia andar de skate, usar bermudão nas minhas horas de folga, teria que trabalhar de terno, gravata, aparentar um padrão elevado (através de bens caros) para ter isso como meio de atração de pares para eu namorar. Mais engraçado foi ele perguntar se eu trabalhava com o corpo (programas), porque parte do meu trabalho é feito em casa. Eu trabalho  homeoffice, coisa mais que normal na Europa e US, hoje as empresas preferem que seus funcionários trabalhem em casa e desenvolvam os projetos em homeoffice, estando online com a empresa, o que melhora a qualidade de vida do funcionário, e otimiza o trabalho. Mas na cabeça dele, talvez por eu trabalhar em casa, eu fizesse programas escondidos.

Há três anos, eu fui descartado pelo cara que provocou a desilusão que me levou a criar este blog. Sei que ele não namorou comigo também, porque ele ganha umas 10 x mais que eu, e até um valor maior do que ganha a média da sociedade brasileira de classe média.

Uma coisa que questiono. Namoro é posse? é padrão? Ou é a junção de coisas diferentes que dão a liga ao relacionamento? As pessoas estão de fato interessadas em uma pessoa legal para compartilhar a vida, ou em mais um icone de status?

Será que é errado gostar de esportes radicais? Será que quando ficamos velhos, temos que virar gays formais, resumindo a vida social a almoço e jantares entre amigos, e viagens certinhas? Parece que esse, é mais um padrão absorvido pelos gays, e que começa a tomar corpo agressivamente no meio.

Eu acredito que o ser humano deve ser feliz da forma que gosta, formal, ou não; mas sem ser obrigado a seguir padrões. Outra coisa, as pessoas tem que parar de se limitar, e colocarem barreiras quando vão ficando mais velhas. Idade é apenas uma convenção criada por nós. Ela não nós limita, o que nos limita somos nós, que de forma preconceituosa, estabelecemos barreiras.

Termino esse post, homenageando um leitor que escreveu essa semana um e-mail contato o modo de ser dele:

Eu tento surfar, estou com 41 anos e comecei com 34, já tarde sou um prego como dizem. Depois que comecei a surfar mudei completamente a minha vida, antes só trabalhava de segunda a segunda e tive problemas de saúde por causa disso, fiquei estressado e o médico me mandou tomar sol, eu que nem gostava de praia, pra não ficar só tomando sol comecei a fazer aulas de surf, gostei e fiz muitas amizades que nem imaginava. Pessoas sem interesse em quem você é, se é rico ou pobre.

Então é isso, rapazes. Resistência. Não se deixem levar por essas coisas bobas que os gays começam a absorver como verdades. E pior, gay acha que hetero é errado na forma de ser e acaba seguindo a mesma cartilha no que diz respeito a valores financeiros e sociais de uma pessoa. Acabam se tornando preconceituosos.

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“Não pertenço ao mundo gay”

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Terça a noite estava conversando com um cara, e ele me disse essa frase que estou postando aqui no título; interessante, forte e polêmica:

“Eu sei que não pertenço ao mundo dos gays”.

Explicando melhor, o cara sabe que é homossexual, mas não se sente fazendo parte dos padrões que o meio gay quer, ou que o todo (sociedade) acha que o gay deva ter.

E eu falei para ele:

“Eu também não me considero gay. Eu sou é homossexual.”

Leiam novamente o que grifei acima!

E continuei:

“Gay é um padrão vindo sei lá de onde, no qual as pessoas tem que seguir aqueles normas de ser, comportar, vestir. E isso não sigo, tenho nas minhas caracteríticas própria, e identidade própria.”

Uma coisa, concordamos, nós temos “uma vida hetero” (masculinizada) – vejam que coloquei hetero, entre parenteses, simbolicamente – e isso não me envergonha de forma alguma. Também não me envegonharia se tivesse padrões mais gays de comportamento. É o modo de ser de cada um.

Eu sei que gosto de homem, quero um ao meu lado como meu amigo e companheiro. Mas não quero de forma alguma mudar meu estilo de ser, meus gostos, em nome do “sou gay”. Homossexual eu sei que sou, não quero mudar nada nisso. Mas meu modo de ser, comportar e vestir, sempre foram “heteros” (masculinizado) e não vejo por que mudar.

Não vejo necessidade de deixar de me vestir com estilo surf/skate/largado; não vejo necessidade de deixar de jogar bola e praticar esportes radicais (prefiro esportes radicais); não vejo necessidade de deixar de me vestir com roupas mais folgadas; não vejo necessidade de raspar a minha perna para dizer que sou gay (depilo só meu peitoral); não vejo a necessidade de deixar de ouvir todo tipo de música em nome de um suposto estilo “diva gay”.

O que conversamos muito é que as pessoas se tornam gay e mudam de estilo, acham que para serem aceitas gays tem que se transformar.

Primeiro, a grande transformação está em você se aceitar da forma que é. Outra, esse papo de ter que mudar de estilo, é coisa do mundo dos negócios, que leva os bobos como gado, e transforma todos no mesmo tipo, só para ganhar as custas destes. É uma sacada bem comercial que está atrás dessa de imprimir um estilo gay de ser também.

Meu estilo gay de ser é o da liberdade, da diversidade, de não ser obrigado a seguir padrões pré-estabelecidos pelos gays e heteros. O meu estilo é ser consciente para não ser mais um numa massa de manobra.

E isso é importante vocês terem em mente. Somos homossexuais, mas não somos bonequinhos feitos em série.

Cada indivíduo deve ter a sua característica, e é isso que é interessante nos seres. A diversidade.

Não deixem suas identidades próprias serem abduzidas em nome de um mundo gay padrão.

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