O diário de um gay não gay: sou homossexual

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Ser um gay diferente

In amor entre homens, bissexuais, dúvidas, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, discriminação, escolha sexual, GLBT, namoro um homem, opção sexual, paquera, preconceito, primeira vez, revista gay, sexo, shelter o filme, sou gay on novembro 10, 2011 at 12:29 pm

Como sempre digo aqui, sou homossexual, mas não limito a minha exstência a guetos, a grupos fechados, prefiro interagir com o mundo.

Ontem fui devolver a cortesia de um amigo vascaino que na Copa Libertadores, vestiu a camisa do Fluminense e foi torcer comigo na final. Então fui eu (tricolor do Rio), um outro amigo vascaino, e um corinthiano assistir ao jogo do vasco em São Januário, Zona Norte do Rio. Chegamos ao estádio, passamos pela fila, e nos acomodamos na arquibancada, no meio da torcida.

Nos divertimos muito. Eu não sou tão bom em regras de futebol, mas ali, estava comemorando todos os lances com meus amigos e com a torcida. Sei que tem muito gay que não curte isso, é um direito de cada um. Talvez alguns só fossem para ver os torcedores sem camisa, todo aquele clima masculino. Mas digo aqui que não troco essas minhas saída por boate gay  ou bar gay.

E no meio do jogo me veio a mente a dificuldade de eu encontrar um cara que queira compartilha esses momentos, ir a praia (a maioria dos gays que conheci ou só queriam ir a praia gay, ou não curtiam pisar o pé na areia). Quando eu chamava para ir a surf, skate, ou bar hetero, falavam “ah, com aqueles heteros”. Como se quando você anda não rua não tivesse que interagir com heteros.

Acho que ter um relacionamento pela metade, onde as partes não se entendem, não é o ideal. Por isso que prefiro conduzir minha vida, pelo menos mais consciente nos últimos anos a aproveitar tudo o que posso interagir. Há 9 anos resolvi não ficar preso a guetos, e grupinhos fechados gays. Não vejo problema algum um gay ir a um jogo. Ontem mesmo, eu me diverti muito. Imagina só na hora que a torcida gritava vasco, meu amigo corinthiano gritando mais baixo “timão”. Isso não tem preço, foi divertido, perigoso, e engraçado.

Também não sou de ferro, e confesso que olhei discretamente alguns vascainos, meu ex rolo é vascaino, quase que eu me bato de frente com ele lá outro, sorte que estavamos em setores diferentes. E ontem a noite, troquei olhares com um outro torcedor. Foi mais interessante isso que ir a uma boate, e saber que talvez fosse sair da night direto para uma cama. Chegar nele não cheguei, mas é bom saber que em meio há 10 mil supostos heteros, havia outros como eu compartilhando dos mesmos gostos. Isso que é bacana. Não ficar preso a um só mundo.

E eu tenho dito aqui a vocês, a vida passa rápido, não limitem sua existência a um só mundo, a um só grupo, busquem descobrir e interagir com o mundo por inteiro. Claro, cada um tem um gosto mais por isso aquilo, uns gostam de futebol, outros de volei, outros de peteca. Mas o importante é interagir com pessoas diferentes. E isso se chama DIVERSIDADE.

Ai, vão falar porque você não vai a boate gay? Você não está se limitando a um só mundo. Eu respondo, eu tenho amigos gays, mesmo poucos. Mas eu parei de ir a boate por uma coisa básica, a futilidade, e a única e exclusiva máxima de ter que ser forte e lindo para ser feliz. Isso é de uma coisa vaga demais. Foi o que me fez sair de uma boate gay no meio da madrugada e nunca mais voltar. Claro , também na boate hetero há isso. Mas lá eu não só tenho caras lindões ou bombadões, eu tenho o magrelo que namora a gostosa, e mais normal, que está com o playboyzão. Apesar da sociedade da beleza em que vivemos está nas duas partes, no mundo gay isso quase que vira obrigação.Eu malho, mas acho chato ter que ficar com alguém só pelos gominhos no abdomem. O bacana é a pessoa no conjunto.

Confesso a vocês, os melhores momentos que eu tive e tenho, são proporcionado pela interação com amigos heteros. A maioria dos amigos gays que tinha só me botavam para baixa, tinham que achar deito ali ou aqui. Por isso sou um gay diferente, como os milhões que vivem por ai, que não buscam ficar presos a um mundo de boate ou grupos gls. Eu interajo com os amigos gays que tenho e sai para curtir o dia-a-dia com programações junto com meus amigos heteros. Gostaria de levar meus amigos gays, mas eles se recusam a ir: praia, uma trilha, um boteco qualquer, um jogo as vezes.

O ponto aqui, e que pega é isso, ter alguém com afinidade, e que tope fazer o que fiz ontem, andar pela rua, sem medo, num bairro mais simples, ir pro meio do povo, suar, gritar, mandar para casa d…, vibrar. Ter companheirismo.

Para finalizar, vi gays, inclusive afemenados lá, e ninguém na torcida os estava hostilizando, eles curtiam a festa ali, como todo mundo, e levavam abraços na hora das comemorações normalmente.

Conselho final: interagir com o mundo e com pessoas de todos os tipos faz bem!

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Homem que dá em cima de geral

In amor entre homens, bissexuais, comportamento, dúvidas, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, discriminação, escolha sexual, preconceito, primeira vez, revista gay, sexualidade, shelter o filme, sou gay on setembro 28, 2011 at 2:00 pm

Vou relatar hoje neste post o comportamento de um amigo meu gay que me faz não apresentá-lo aos meus amigos.

Conheço esse amigo há uns 11 anos, e ele veio morar no Rio, é amigo que é gente boa e tal, mas infelizmente vou ter de mantê-lo afastado de meu círculo de amizades.

É chato falar isso, pode parecer preconceito, mas não o é. O problema reside nos pontos que vou contar a vocês.

Último Domingo ele me ligou falando que já estava no Rio há 7 meses e que eu não o tinha convidado para vir a minha casa. No meio do papo ele falou “eu quero conhecer seus amigos”. Ai falei que amigos gays tinha poucos e que dois deles estavam namorando. Foi quando ele mandou essa “mas eu quero conhecer esses seus amigos homemzinhos heteros da praia que você faz esporte”.

Foi até engraçado o modo que ele falou isso, mas para minha surpresa não era brincadeira. E ele continuou.

“Eu tenho um modo de seduzir esses homens” …”Você me enturma e eu chego neles”.

Dai eu falei, qualquer dia desses você vem dá uma volta aqui. Mas de verdade, não vou convidá-lo para me visitar.

O que acho chato nisso tudo, é a pessoa não querer conhecer as pessoas para amizade, para se divertir, mas sim, com explicito interesse de caçar. Coisa que para muito gay é normal. E o que leva a muita gente a achar que somos somente “putos”.

Vocês vão perguntar, você já se interessou por amigos seus? Sim. Por três, mas não passou de sentimento platônicos, ou trocar de olhares, até já relatei aqui. E o que quis avançar (eu gostava demais dele) eu barrei chegar ao finalmente como ele queria, pois sabia que ia estragar nossa amizade. E é por isso que temos uma amizade sólida, apesar das tentativas dele até hoje. E teve o caso que relatei há algumas semanas atrás do amigo que falou que se excitava comigo. O que me deixou até sem reação e supreso. Mas dai a sair ou tornar todos (100%) dos meus amigos homens em objeto, não é legal.

Primeiro que não é todo homem que me atrai, e o que todo homem tem no meio das pernas eu tenho, e outra, são amigos de anos, uma parte sabe que sou homossexual, e me encarra super bem, como deveria ser numa relação de amizade hetero x homo; principalmente porque sou bem autêntico. Até se permitem ficar sem roupa na minha frente pois confiam em minha pessoa. Agora imagina se eu levo um amigo meu que começa a dá em cima de geral. Como é que eu fico? E pelo o que conheço dele, ele daria em cima mesmo, sem se preocupar, pois acha que não deve haver limites para um gay.

Acho que deve haver limites para gays e heteros. As pessoas tem que saber separar as coisas, você pode até achar fulano bonito. Mas dá em cima mesmo sabendo que o cara é hetero, para tentar pegar, acho que já é demais.

O cara que balança meu coração (o que combina em tudo comigo) até segunda ordem é hetero, a gente até troca olhares, o que me deixa confuso. Mas eu tenho uma coisa muito clara, eu não vou dá em cima, se um dia ele quiser chegar tranquilo. Mas eu não vou tomar iniciativa e nem transformar algo bacana é sacanagem.

Outra coisa que não gostei no nosso papo, é o fato desse meu amigos gay ter namorado, mas toda hora fala “me diz ontem tem lugar que eu posso fazer pegação?” “Estou querendo ir naquela festa moderninha para vê fulano de tal”. Pow, então porque está namorando? Somente para não está sozinho, e dizer aos demais que tem namorado.

Não, sou santo. E já contei minhas aventuras aqui. Porém, o que mais dou valor numa pessoa é o fator carater. Coisa rara também no meio hetero, mas que no meio gay tem muita gente que não está nem ai para isso, e acha normal transformar todas as pessoas em peças de carne penduradas num açougue prontas a serem devoradas.

Um coisa é sexo, que é sádio e normal, outra é ser um colecionador de pessoas, e pior transformar pessoas somente em objetos para satisfação do desejo sexual.

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Lugares para se conhecer outros gays

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Hoje recebi um desafio de post de um leitor aqui do Rio. Ele me pediu que tentasse fazer um post falando e indicando locais legais para se conhecer outros gays. É um desáfio mesmo. Ele se queixa que cansou de boates.

Realmente, na boate, tirando raras excessões pode-se se conhecer alguém bacana para namoro ou amizade. Ali quase tudo é superficial, não espere muito.

Bem vamos as indicações, que não é para pegação.

Primeiro passo: Comece pelo seu cotidiano, caminhando, no trabalho, na escola, no lazer,  no dia-a-dia  pode-se conhecer outros gays e quem sabe fazer boas amizades e/ou namorar.

Creio que não exista um lugar específico. Vou citar alguns exemplos de lugares aqui no Rio, mas vou tentar ser também amplo, para dá dicas que podem ser utilizadas em outras cidades.

Aqui no Rio há alguns restaurantes e bares friendlys, não são lugares que se pode dizer que são gays explicitamente, tenho alguns conhecidos que gostam de ir ao Felice Café em Ipanema, dizem que pode-se conhecer pessoas legais ali.

Eu gosto muito de ir a Orla, a lagoa (caminhar, correr). Uma dica é caminhar sem encarrar as pessoas, ser o mais natural possível, vá com intuito de lazer e verá que dá para se conhecer pessoas que tem as mesmas afinidades que você. Deixe que os olhares se cruzem naturalmente. Eu costumo andar de skate toda noite na Orla, e tenho trocado bastante olhares, alguns são tímidos, outros mais fortes. Vale a pena, mas vá com calma. Pois nem todo mundo que te olha é gay. Pequenos detalhes que você vai sentir no olhar, o farão ver quem está interessado em você.

Para nosso leitor mais cult, eu sugiro os cinemas de arte, aqui no Rio, tem o Arteplex. Muito gay vai ali assistir filmes mais elaborados. Aviso. Não são cinemas de pegação ou porno. Outra dica é ir a exposições e museus, se você gosta de cultura, certamente vai ter alguns gays nestes ambientes.

Aqui no Rio normalmente nos ensaios de Escolas de Samba e ensaios técnicos no Sambodromo também tem muito gay, ou pessoas que sabem que ali pode-se conhecer outros homossexuais com facilidade. Havia um quiosque gls na Barra da Tijuca dizem que é no Freeway, não sei se ainda funciona. Ah, a Lapa, muita gente nas ruas reunidas conversando, tomando uma cerveja, ouvindo música, certamente ali você vai acabar esbarrando na noite com alguém  que também procura o mesmo que você.

Um amigo acabou de me dar a dica, de um chopp no final de tarde, festas after beach que acontecem no verão. No Rio e cidades do Nordeste isso pode funcionar. Mas em cidades como São Paulo e outras – deixo aqui espaço para os amigos do Brasil inteiro nos enviarem suas dicas -

Ir a lanchonete ou barzinho pode ser a pedida também para conhecer pessoas, afinal, não tem essa de lugar gls ou hetero paras e conhecer alguém. A pessoa que pode ser a que você procura não estará somente em um lugar específico. Claro lugares gls ou friendly há uma melhor facilidade de identificação.

Um dos nosso leitores do interior de SP indica que ir a shoppings seria uma alternativa, pois lá se encontra muitos gays circulando pelos corredores e em restaurantes. Em especial ir a livrarias de shoppings.

Agora volto a dizer, não existe um lugar perfeito ou certo para se conhecer uma pessoa bacana; Quem sabe a pessoa que você tanto procura não é um colega seu de faculdade, da academia (oh lugar para se ter gays rs);  alguém que esteja no trajeto para seu trabalho ou casa.

Último passo e/ou dica. Seja despretensioso, natural, não vá com intuito de caça. Se for este último o motivo, até você acha o que procura! Mas certamente não será aquela pessoa que você busca para um namoro ou amizade mais sólida.

Bem, é isso, boa sorte.

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Ganhei a noite…as lições!

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Engraçado fazer esse post, mas me senti benzão ao ver a cena que vou relatar aqui.

Hoje a noite mesmo com o pé meio torcido fui com um amigo hetero caminhar no calçadao de Ipanema. Paramos em um quiosque que tem na entrada do Arpoador próximo ao Colégio São Paulo.

Ai apareceu um skatista bonitão, já havia visto este lek na orla já. Ele parou há uns 10 metros de nós e ficava olhando para o mar e dando umas olhadas. Como meu amigo é tranquilo, eu fiquei olhando o cara as vezes. Dai aparece um leke baixinho sarado, bonito, e para a 1 metro do skatista e começa a dar muito em cima do rapaz.

Pensei comigo, eles vão ficar.

Para meu engano, o skatista nem deu idéia ao cara. Então o cara se aproximou mais e quase agarrou o  skatista. Mas ele não deu idéia e saiu dali.

Moral da história, não adianta ter corpo, ser uma puta, se achar o gostosão que vai logo pegando geral.

Eu queria apertar a mão do skatista por um grande motivo, ele foi seguro, e não se deixou levar porque o cara era gostoso. O mundo não gira em torno de um braço torneado, ou de um pênis. Não que sexo não seja bom, é sim, é gostoso.

Pessoas não são mercadorias, que você chega e fala “quero essa carne”. Claro que tem dias que você está afim disso, mas não é assim.

Mais legal seria se o cara estivesse mais afastado, como eu estava, os olhares falariam por si. E não você vir num ataque, que só faltou o cara querer arrancar a roupa do outro a força.

A parada é que no mundo gay, as pessoas acham que beleza e corpo põe mesa, e não põe mesmo. É uma ilusão.

Sexo é bom, paquera é bom. Concordo.

Porém, pessoas não são objetos e/ou prostitutos para serem usados. Com todo respeito as prostituras que tem a profissão mais antiga do mundo.

Para aquele leke que perdeu o jogo, deixo uma sugestão: aprenda o jogo da sedução, eu não sou um expert, mas te digo, mais vale um olhar do que um corpo jogado. Olhares são mais fortes e passam mais sentimento e desejo do que gestos obcenos.

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Infelizmente, fazendo o que não gostaria de fazer

In comportamento, dentro do armário, descoberta sexual, gay, gays, GLBT, GLS, opção sexual, sou gay on março 27, 2010 at 12:39 am

Há cerca de um ano e meio conheci um lek na net, gente boa, mas não senti nada por ele. Ele ficou meio apaixonado por mim, e alimenta que iremos namorar e até casar.

Ai passou-se o tempo, esfriei, infelizmente porque ele insistia em papo “quero morar com você”, “vamos criar um filho juntos”. Se fosse uma brincadeira até não levava a série, mas quando ele fala, ele leva a sério.

Bem, eu estou fazendo o que aquele cara que eu gostava bastante e que foge de mim feito d… foge da cruz, faz comigo.

Só que há uma grande diferença entre as duas história no caso do R… eu aceitei que ele não quer nada comigo e ai, queria somente ser amigo, mas nem como amigo ele me tem, porque me trata com frieza no msn. Já no caso deste leke que eu contei no início, ele mesmo sabendo que não rola, insite.

Pior fica forçando a barra no msn. Ai acabei bloqueando, e advinha o que ele fez, fez um outro msn para me add. Fiquei puto, mas relevei, porque vai lá saber cabeça de gente né.

O mais chato é que ele fica me chamando de “amigo”, “amigo”. Ai chama “vamos ao teatro, eu tenho ingressos cortesia”, “eu posso te passar uma peça para você escrever”.

Oh o cara é legal, mas só pela insitência e por forçar demais a barra, acabei ficando puto e dando gelo.

Um cara de 25 anos tem que ter maturidade. Mesmo porque, se não rola namoro, sexo. O que fica é amizade. Mas ele esta confundindo tudo.

Tratar pessoas de fora rude eu destesto, me faz mal, mas nesse caso não tem jeito. Pior que quanto mais ignoro, ele insiste.

Isso que queria compartilhar com vocês. Os que falam comigo via email daqui do blog sabem que eu sempre dou atenção, a gente brinca, joga piada. Mas esse cara do chat do UOL, ficou sem noção.

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Síndrome de Cinderela

In amor entre homens, bissexuais, comportamento, dúvidas, dentro do armário, descoberta sexual, diferenças, discriminação, escolha sexual, esteriótipos, gay, gays, GLBT, GLS, preconceito, primeira vez, psicologia, shelter, shelter o filme on março 22, 2010 at 1:01 am

Bem, vou começar esse post afirmando que  cada um de nós, e eu me incluo nisso, já passou, ou está passando por essa sindrome. Uns  a vivenciram de forma suave e outros de forma mais profunda.

Também aviso que vou utilizar de um pouco de humor para tornar mais alegre a situação que vou relatar.

Na semana passada, ligou um amigo com a voz meio embargada. Mas, deixei ele me contar o que era. Ele disse:

“Ah cara, eu podia esperar tudo dele menos isso…”

Vou explicar a vocês. Meu amigo estudava todo dia numa biblioteca e lá tinha uma rapaz muito bonito, aos poucos eles foram se olhando.  Meu amigo jurava que ele era hetero. Porém, desenvolveu uma paixão pelo cara.

Antes se estabelecer uma amizade já foi logo colocando o cara no pedestral, e ficava me dizendo “ele é estudioso, todo sério, homem mesmo” (estilo machinho).

As semanas foram se passando e meu amigo olhava mais o cara, e o cara retribuia com um cumprimento com a cabeça.

Até que na última quinta-feira, este meu amigo foi a biblioteca estudar e encontrar seu deus grego, anjo…  Os minutos se passaram,  e para surpresa dele, apareceu um cara e sentou ao lado direito do seu amor platônico. Meu amigo começou a observar que o cara e a sua paixão trocavam olhares. Vou abri aspas aqui para as frases ilárias do meu amigo.

“Eu não acreditei, aquele homem sério, puro, olhando para aquela coisa.”

“Ele me deixou por aquele viadinho.”

“O viadinho, deu olhada para ele, e saiu, e ele foi atrás.”

Obs: essas palavras são do meu amigo, não me responsabilizo por elas.

O mais engraçado, para não dizer triste, mas ao mesmo tempo foi engraçado, foi meu amigo desabando a chorar, de uma forma dramatizante…

Eu já chorei por caras, confesso, mas essa dele foi engraçado. Abro aspas mais uma vez, para o que ele diz no meio do choro.

“Eu imaginei ficar amigo dele, ele ir na minha casa umas cinco vezes, ele é hetero, mas eu ia seduzir ele, e ele seria só meu namorado.”

Para completar a história meu amigo sai da biblioteca e encontrou o seu amor e o tal cara que deu mole para ele num canto, no maior papo, combinando algo…

Ai eu falei, cara, não se iluda, aqui no Rio, o cara bonitão, trocando olhares com você e com outros certamente queria alguma coisa. Ou você achou que ele ia pedir a sua mão para sua mãe. (infelizmente tive que falar dessa forma para ele acordar)

Ai ele me disse:

“Umas duas vezes ele apertava a bermuda quando me olhava.

Meu amigo começou a chorar novamente no telefone e dizia.

“Ele não, não pode ser,  não acredito que ele queria sexo. Eu queria ele só pra mim, meu namorado, um homem direito, ele tinha perfil de sério e estudioso, agora nem que ele queira não quero mais nada, ele já se deitou com aquele cara, que nojo.”

Desculpem mas eu não aguentei e ri.

Fiquei chateado por meu amigo. Ma tive que ri. Pois se ele vinha percebendo que o cara toda vez que o observava, levava a mão na bermuda na direção dos órgãos genitais, certamente ou o cara tinha algum problema ali, no caso coceira, ou era sexo mesmo, e na maioria dos casos é sexo. Não tem para onde correr.

Tive que ri, peço desculpa todos os leitores por este relato.

Porém, era engraçadão o modo que ele contava, como se o mundo estivesse acabado, aquela dramatização de falas e frases. Parecia uma daquelas novelas mexicanas.

Expliquei a ele, aqui no Rio cara bonitão, começa a olhar para você, eu já começaria a ficar desconfiado. Quer te conhecer? Talvez! Ou quer sexo mesmo! Encontrou algo em você que o atraiu. Não vou ser puritano aqui, mas atração entre corpos é normal, só faço ressalvas a açougue, que sempre falo aqui que é algo que não gosto, achar que todo mundo é um produto pronto a ser consumido.

Meu amigo está sentido, ferido, desiludido. Então fica aqui o alerta para vocês. E para minha pessoa também. Precisamos ser mais atentos, para não nos ferirmos, e evitarmos criar esses contos de fadas que no final das vezes nos ferem. Eu sei, eu sou assim, gosto de criar um sonho no sentimental. Mas as vezes temos que tomar um beslicão para acordar.

Fiquem com a música “Cinderela” de Cabal.

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O flerte na praia

In amor entre homens, amor um homem, auto ajuda, bate papo gay, dentro do armário, escolha sexual, homossexuais, namoro um homem, preconceito, sexualidade, shelter o filme on julho 29, 2009 at 5:27 pm

Bem alguns leitores deixaram comentários querendo saber como vão as evoluções dos olhares com o cara da praia. Hoje fez um dia lindo de sol, então resolvi ir a praia. E chegando lá nada de encontrar o cara, ams olhei melhor e estava ele um pouco mais próximo ao mar, de cabelo cortado e todo se achando.

Fiquei em pé, dai a pouco ele olhou para trás e me viu, poucos minutos depois virou a cadeira de praia na minha direção, ficou naquele olha, finge que não olha, eu também fiz o mesmo, e ai virei as costas, e fiquei conversando com a mulher da barraca de praia, dai vi que alguém havia parecido ao meu lado, e pedia uma água.

Então virei e era ele o cara, como estava conversando com a mulher da barraca, acabei puxando papo com ele.

*Alguns leitores devem está achando que isso mais parece novela. rs. Mas é a pura realidade.

Ficamos trocando idéias por 30 minutos, ele dava uns saques em mim com olhares, mexia na sua, falava que estava com barriga. Imagina, nem estava com barriga, puxava a sunga como se quisesse mostrar algo, eu também confesso dei as minhas olhadas discretamente.

Veio com aquele papo de mulher pra lá, mulher pra cá. Mas saquei qual a dele.Não me enganou com papo de hetero não, do jeito que estava olhando para minha sunga.

Vamos ver no que vai dar isso, amanhã vou lá novamente, descobri que ele é quase meu vizinho. rs

Bem por hoje é só, acho que teremos mais desenrolar dessa história rs.

Vamos de Beyonce, “Halo”.

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E os olhares …

In bissexuais, comportamento, GLBT, GLS, gosto de homens, homossexuais, paquera, Shakira, shelter on julho 16, 2009 at 9:27 pm

Bem sábado passado meu melhor amigo me chama para ir a praia pela manhã, fomos em Ipanema numa parte perto do posto 10. Chegando lá pegamos umas cadeiras e tentamos aproveitar o sol meio frio. Passou alguns minutos e vi vindo um cara bonitao da minha altura mas fortinho. Maior presença. Fiquei na minha olhei de leve pelo oculos escuro, mas fiquei na minha, ele se sentou a um metro em uma cadeira com um senhor e um outro rapaz. Ficou de sunga.

Passaram-se mais alguns minutos e percebi que ele quando os amigos não estavam o olhando já que estavam com a cara para cima tomando sol, ele aproveitava e me olhava de rabo de olho, eu comecei discretamente a olha ficar assim umas meia hora. Fiquei instigado, mas como estava com meu amigo e ele com os dele, não podiamos dar a loucura de nos falar do nada.

Hoje fez um sol e resolvi voltar a praia. Ah ia me esquecendo, 40 minutos antes resolvi na volta do mercado vir pela calçada na frente dos prédios da praia, quando me deparo com o cara indo para a praia. Ele deu aquela olhadinha.

Então fui para casa deixei as compras e falei “vou lá ver qual é a do cara”. Chegando na praia sentei coloquei minha cadeira numa posição olhando o mar, mas de frente para ele, o cara que estava ao lado dele estava deitados de costas na areia. situação perfeita para eu e ele ficarmos nos olhando.

E foi isso que ocorreu, duas horas mais ou menos de olhares. Ele fingia dormir, e abria os olhos e me olhava, e depois encarrava. Algumas vezes eu encarrei, mas como estava olhando o mar ficava dixavado o olhar. Para estragar tudo, ele começou a fazer charminho. Olhava quando eu fingia olhar para o lado ai quando eu olhava ele virava a cara.

Não sei qual é a do cara, mas certamente deve curtir na encolha. O chato é que percebi também que ele é daqueles caras que se acham, que provocam e ficam fazendo charme.

Pior, estou instigando em dar o checkmate. Quando alguém me provoca ou se faz de dificil, ai que eu fico afim de ver qual eh. Então vamos ver se nas próximas praias daquele mato sai coelho, e se ele cai da vaidade. rs

Mas o chato mesmo são esses caras “heteros” que te comem com os olhos e depois tiram o corpo, eu até entendo tem cara que tem insegurança, medo, mas tem outros que são umas “vadias” desculpem os leitores pelo uso dessa palavra.

Deixo vocês com a música da Shakira, preferia as músicas dela de antigamente, mas é o mercado. Então fica ai a nova música dessa colombiana show, mulherão, eu pegaria rs.

Como o post tem haver com olhares e comer com os olhos. Vai ai a Loba.

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