Escravo do meio

Quando eu comecei a entrar em contato com o meio GLS, mundo GLS, sei lá o que é.  Há uns 6 anos atrás, tudo parecia um sonho. Mas ao mesmo tempo, que eu ia descobrindo as novidades do meio. Já iam surgindo uma série de indagações. As quais me faziam contestar algumas coisas e comportamentos que eu  presenciava.

Eu sempre fui muito analista, e devido a criação que tive. Na qual me ensinaram que cultura e conhecimento são as coisas mais importantes. Ah, e é claro carater. É que eu comecei a achar que algo estava fora do lugar no meio.

Será que era eu ou eles?

Bem, não estou aqui para crucificar ninguém. Mas acredito que fui censurado ou até mesmo excluído do meio, por não ser uma cópia deles.

Alias parece que tudo é muito igual ali. A começar pelo comportamento da grande maioria, que se acha melhor que as demais pessoas. Onde a futilidade é o principal valor. As pessoas te olham primeiro pela aparência ou por algum dote físico, e depois, quem sabe pelo o que você pode ser.

Se você é observador como eu, vai logo identificar alguns traço das pessoas que compõem o meio GLS. O principal deles e o mais forte é a vaidade. Nada contra, acredito que temos que nos cuidar, mas quando a vaidade cega o ser humano, e o faz um escravo dela, o fazendo não enxergar as coisas boas nas pessoas, e somente se ver um corpo ou uma marca de roupa ou tenis. Isso é mal. Muito mal!

Alias, porque é que eu tenho que ser obrigado a usar um Nike Shox, só porque geral usa?

A minha resposta: Eu tenho direito de ser diferente, eu uso tenis bull terrier.

Outro ponto é que se você age como um “hetero”, gosta de futebol, surf, skate ( se bem que sk8, é moda agora entre os gays rs); ou frequenta lugares convencionais ou heteros, vão logo te perguntar se você faz isso é com segundas intenções, para tentar pegar algum hetero.

Que sujo esse tipo de pensamento. Uma vez me perguntaram se eu jogava futebol para ver “aqueles gostosos sem camisa suados”. rs. Achei isso tão engraçado, para não dizer vázio.

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, tenho direito de gritar gool…

E tem mais coisas.

Se você não ouvi as músicas cantadas pelas divas gay: Madonna, Britney, Whitney, Celine, Kelly Monigue. Ou  não  entra em esteria ao ouvir uma delas cantado. Você é considerado um et. Sério mesmo. Eu saia com uns amigos e papo era esse… “ah você viu a nova música da Britney?” “ai a Madonna é poderosa” rs. “ai aquele clipe da kelly com aqueles homens de sunga, eu passo mal”. Fala sério. Esses caras não mudam de disco. Bem como eu sou ecletico ouço tudo. Então eles ficavam horrorizados se por acaso eu fosse a um show do CPM 22.

Por isso desistir desse tipo de amigo gay.

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, eu ouço de tudo um pouco!

Uma pergunta que eu sempre quis fazer a outro gay é: Como não suar ao dançar? Olha só isso. Se você passa suado ao lado deles, já fazem logo aquela cara de nojo. Um dia desses eu estava correndo na areia e sai de lá suado. Ai passou um deles no calçadão e me olhou com censura. Detalhe a criatura estava correndo e não tinha uma gota de suor, o cabelo parecia que tinha laquê, de tão certinho.

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, eu transpiro! rs Não sou de plástico.

Uma coisa que foi feita tanto para gay quanto para mulher, é shopping center, com todo respeito as mulheres. Os shoppings assim como a academias, são os templos da vaidade gay. Ah ! É claro, a boate no final de semana, onde todos eles se encontram e usam as mesmas marcas de calça e cueca,  e ficam lá sem camisa, exibindo os corpos na pista como se fossem um produto. Triste isso.

Você vai ao shopping com amigos gays e a obrigação é ir a uma loja da Guess, Forum, Ellus, etc. Você tem por obrigação ter uma peça de roupa dessas marcas. Se não tiver, não será um gay nato. Outra coisa nojenta no shopping é aquela pegação no banheiro. Pra que isso? No que diz a academia é pior, a vaidade é tanta que ficam na frente do espelho encantados consigo mesmo. rs. Você entra no chat de bate papo, e eles logo perguntam, você malha? O cara pode até ser um bandido, mas tem que malhar e ter um daqueles corpos feito em série. A proposito esta é a minha próxima pergunta.

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, não curto roupas atochadas de grifinhas.

Quem é o professor ou personal de academia que inventou aquela coisa horrível? Corpo de pavão! Isso mesmo, largo em cima e fino embaixo, feito um pavão com as plumas abertas. São todos iguais.  Artigo feito em série, de fábrica. Que falta de criatividade.  Se você ollhar bem para o corpo de um gay  sarado e  para o corpo de um hetero sarado.  Vai observar  que tem uma forte diferença. O do gay é feito em série. Eu não quero ser uma cópia, por isso não sou escravo da ditadura pavão da academia.

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, tenho direito a ser um sarado diferente, e não uma cópia barata.

Tem muitas outras coisas feitas em série no mundo gay.  Óculos do Rambo; a cabeça raspada, estilo importada de São Francisco no Estados Unidos; as roupas atochadas; sunguinha florida; e muito mais. VAIDADE! VAIDADE E MUITA VAIDADE!

A onde está o conteúdo?

A minha resposta a eles: Eu sou diferente, não fui feito em série. Eu penso, e logo sou diferente. Tenho criatividade e não sou uma simples cópia pré-concebida por sei lá quem no meio.

Certamente, todos tem direito de discordar de meu pensamento. Mas o que eles não podem é nos censurar, por não sermos gays escravos do meio,  e por não fazermos parte do famoso estilo manequin de loja.

Para animar a semana, deixo para vocês, o videoclipe das cantoras Brick e Lace, com a música Love is wicked.       O jogo ta empatado meu leke rs.

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10 respostas para “Escravo do meio”

  1. Gostei cara.
    Infelizmente tudo o que você disse é verdade.
    O mundo gay se tornou (as vezes sempre foi, sei lá eu rsrs) um mundinho de marcas, corpos e futilidades.
    As pessoas exibem as outras como troféu: Peguei fulano ontem, ele mora em tal bairro, tem tal carro, veste tal grife….aff
    Mas toda regra tem exceções (graças a Deus)…. como a Lucia disse: Viva a diferença!!!!
    Curti seu blog, voltarei mais vezes moço.

    Grande abraço.

  2. Fala Daniel,

    Obrigado por ter participado com seu comentário. Infelizmente, existem essas coisas no meio, que vc comentou. Mas cada um de nós, não comportando igual aos demais, que destroem a nossa imagem com certeza, alguma coisa um dia vai mudar.
    Espero mais comentarios seus e visitas no blog.

    Um grande abraço,

  3. Novamente, esse blog está me sendo de grande utilidade. Sempre achei que a solução para meus problemas seria frequentar o meio gls, boates etc., achando que finalmente me encontraria, que acharia meu mundo. Pelo que tu descreveu, é exatamente o contrário: sou fanático por futebol, adoro rock and roll, não uso roupas de marca e mal tenho tempo pra academia!! Pelo visto, seria descriminado e ficaria ainda pior do que quando entrei. Estou para voltar ao RJ, já havia traçado meus planos de ingresso no mundo GLS. Acho que antes disso, terei que conversar com mais pessoas para saber se isso será realmente bom para mim! Valeu pela dica!

  4. Muito interressante o seu texto, amigo. Há muito tempo que não leio algo realista sobre aquela parte desinteressante do mundo gay. Abaixo a mesmice. Xô a futilidade! E viva a diferença de ver, agir e pensar.

    1. Fala Junior. Valeu por ter gostado. Continue a comentar.
      É uma das minhas brigas aqui, fazer com que as pessoas sejam gay, mas nao seres pessoas futeis, do descartável.
      Grande abraço

  5. Cara, você escreve bem! Fiquei aqui lendo seus textos e não conseguia parar até chegar ao fim de cada post. Esse onde você fala do conteúdo das pessoas (“Escravo do meio”) me deixou impactado. Vi muitos amigos meus ali no que foi descrito, as roupas coladas (parece que sempre compram um número menor do que deveriam), os corpos de “pavão” (ri muito) e, sobretudo, a falta de cultura. Ah, e eu não uso Guess ou Ellus, nem Forum. Mas uso muito Calvin Klein, não porque copiei alguém (aqui na cidade onde moro CK é cara e bem exclusiva). Acho que a gente deve usar o que nos deixa confortáveis. Isso se estende a tudo o que compro. Outro dia fui numa loja (sim era “de marca”, como dizem) e a vendedora me disse “leva a camisa preta, ficou mais bonita”. Respondi “não, ficou muito justa, prefiro essa azul, é mais ampla e confortável; e eu priorizo o conforto”, ela me olhou espantada. Identifiquei-me bastante com você. Também gosto de futebol, esportes de um modo geral. Músicas boas, mas não só as da Madonna (kkk), na verdade aprendo letras de ouvido e quem sabe eu cantarole um pedacinho de “Vogue”, mas daí ficar dublando ela vai um meteoro de distância. Não me deixo levar pelas modinhas do gueto. Parece-me que alguma insegurança pessoal é a grande responsável por essa atitude que se repete e se propaga no “meio gay”. É triste porque no fim das contas é esse lixo todo que gera homens infelizes aos 50 ou 60 anos, pois a juventude se foi e se perguntam “o que sobrou então?” Nada! Ou quase nada. Porque não cultivaram valores, conteúdos, amizades de coração (não de pênis). Muita gente diz que esses são valores da “tradicional família católica…”, blá, blá, blá… Discordo. Penso que esses são valores que devem ser cultivados pelo ser humano, independente de sexualidade e orientação religiosa. Licença poética à língua em norma culta, mas to fã do seu blog. Valeu. Abraço.

  6. Começando a ler o seu blog agora.

    Bom, ainda não conheci muito do meio GLS, mas já tive a oportunidade de visitar uma barraca gay daqui de Fortaleza.
    Bom… Agora sei porque todos olharam pra mim dos pés a cabeça. Além de perceber tudo o que você disse.
    Bom, eu não sou um gay desses tipos, sou um gay diferente (até uma amiga minha dúvida que eu sou gay as vezes xD) e procuro um gay diferente desses esteriótipos do mundo GLS…

    Bom… Parece que a minha procura vai demorar não é?

    Em fim… Ótimo post, ótimo blog!

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