Aberrações de uma sociedade “machista”

Esta semana um pai e filhos sofreram agressões por estarem abraçados e serem confundidos com casal gay. Os animais agressões, ou melhor seres bestas humanas, arrancaram até um pedaço da orelha do pai.

“Um homem de 42 anos teve metade da orelha decepada após ser agredido por um grupo de jovens no recinto da Exposição Agropecuária Industrial e Comercial (EAPIC), em São João da Boa Vista, a 225 km de São Paulo. Os agressores pensaram que ele e o filho de 18 anos fossem um casal gay, pois estavam abraçados.” O Globo

Parece que temos uma patrulha do mal, que julga comportamentos. Você não pode abraçar um amigo, beijar o rosto de um pai ou avô, que vão logo te rotulando de gay, nossa sociedade está caminhando para bestialidade.
Eu penso que isso é falta de amor na família, pessoas mal amadas e que tem inveja da felicidade alheia, comentem esses crimes. Também pessoas mal resolvidas, talvez para reprimir seus intimos desejos, atacam gays ou qualquer pessoas que eles acham serem gays.

Um dia desses, eu voltava de uma festa e meu amigo hetero não estava passando bem, e pediu para me abraçar seguir recostado a minha pessoa até a casa dele, cruzamos por um senhor que arregalou os olhos com censura. Outro dia, caminhando com minha sandália havaiana verde, levei um olhar de recriminação de uma moça.

Um amigo meu estava numa banca de jornais e beijou o rosto e abraçou o pai e foi censurado, e para não ser agredido por uma senhora, teve que explicar a ela, que se tratava de seu pai.

Em que sociedade vivemos? Estamos nos tornando primitivos, parece até uma idade das trevas, para quê tanta tecnologia e conhecimento se não sabemos fazer a coisa mais simples, respeitar o próximo.

Engraçado que essa sociedade agressiva, é totalmente tolerante com estupros, com violência a mulher, coma corrupção.

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31 respostas para “Aberrações de uma sociedade “machista””

  1. Nossa mt bom esse post…
    Principalmente quando vc disse:

    “Em que sociedade vivemos? Estamos nos tornando primitivos, parece até uma idade das trevas, para quê tanta tecnologia e conhecimento se não sabemos fazer a coisa mais simples, respeitar o próximo.”

    sem mais isso fala td.

    abrasss Brotherr

  2. Sinceramente não sei o que dizer sinto um misto de decepção , raiva e tristeza não tem como vc não pensar e se fosse comigo? aliás já aconteceu uma coisa parecida quando meu pai estava doente e colocou a sua mão no meu ombro e coloquei a mão na sua cintura o shopping inteiro ficou nós observando no final acabou sendo engraçado mas esse caso foi totalmente diferente fico pensando que mal teria se fosse um casal? me digam qual o crime que eles estariam cometendo? como vc mesmo disse é muita falta de amor aliás é isso que o mundo precisa de amor.

  3. Mônica Bergamo: “Você disse que foi na aeronáutica que você viu pela primeira vez dois homens se beijando. Eu queria saber como é que foi isso? O que você sentiu? Como você reagiu? Por que você era bem novo, né…”

    Ney respondeu: “Eu tinha 17 anos..” E foi interrompido por Hebe: “Você ficou chocado?”

    Ney: “Não. Eu desde cedo prestava muita atenção nos meninos, nos rapazes e eu temia aquilo”.

    Mônica Bergamo: “O que você temia?”

    Ney: “Eu temia transar com os rapazes”.

    Hebe: “Mas você tinha só 17 anos!”

    Ney: “Não, não, antes… Com 17 anos, eu estava no alojamento, era fora, tinham dois andares, uma mureta e eu vi dois remadores másculos: um sentado na beirada do muro e o outro em pé, eles abraçados e eu vi, Hebe, que tudo o que eu ouvia falar a respeito disso, não era. Não era necessariamente. Porque eu vi lá em Mato Grosso, tinha um cara da cidade, que era a bicha louca da cidade, que passava, uma Geni praticamente. E eu vi que não era necessário isso. Eram pessoas normais e eram másculos e estavam abraçados e se beijando”.

    Hebe: “Eles pareciam machos”.

    Ney: “Eles eram machos, Hebe”.

    Hebe: “Mas como era machos e estavam se beijando?”

    Ney: “Mas Hebe, isso não passa por aí, isso é um preconceito”.

    Hebe: “Ué, mas eu não sou preconceituosa…”

    Ney: “Mas é.”

    Hebe: “É que geralmente, quem é macho beija mulher.”

    Ney: “Se beija homem e mulher, você não sabe disso?”

    MariMoon: “É verdade Hebe.”

    Hebe: “É mesmo?”

    MariMoon: “É.”

    Patrícia Maldonado: “O mundo está diferente.”

    MariMoon: “Aliás é muito interessante pensar nisso, porque você encontrou várias gerações de homossexualismo e hoje a gente vive uma época, pelo menos na frente da porta da MTV tem um monte de menino gay e um monte de menina lésbica e é muito normal a galera ficar se pegando na porta, é uma coisa que, na época imagina…”

    Hebe: “Sim querida, sim, mas é uma coisa que naquela época homem beijando homem sendo macho, é uma coisa que eu não…”

    Ney: “Mas Hebe… Bom, então eu vou te dar um depoimento meu!”

    Hebe: “Vamos lá!”

    Ney: “Eu sou homem, eu me considero homem, namorei muitas mulheres e daí, não sou menos homem por isso? Qual é o problema?”

    Hebe: “Estou em estado de choque.”

    Ney: “Não perca seu tempo ficando em estado de choque.”

    Hebe: “Você ainda beija mulher?”

    Ney: “Quer que eu te beije! Não significa nada Hebe, isso é uma convenção. Não significa nada.”

    […]

    Patrícia Maldonado : “Do jeito que a Hebe ficou falando ‘mas como dois homens se beijando’, você viveu muitos anos do homossexualismo…”

    Ney: “Que anos do homossexualismo? Não entendo isso.”

    Patrícia: “Durante anos você viu muita coisa acontecendo, até que hoje a gente pode, graças a Deus, ver dois homens se beijando”.

    Ney: “Mais ou menos…”

    Patrícia” Não, não, a gente vê! Pelo menos em São Paulo a gente vê. E eu acho isso ótimo porque cada um tem o direito de amar quem quiser. Mas você acha que algumas pessoas entraram nessa só pra fazer uma graça, para experimentar uma coisa?”

    Ney: “Não acho que ninguém entra nisso pra fazer graça. Nos anos 70, eu acho que as pessoas entravam para experimentar, porque era tudo permitido, porque, paradoxalmente à ditadura, houve um momento de extrema liberação humana. Mas ninguém faz isso se não gostar. E ninguém vira isso. Agora vocês se chocam quando eu falo de homens másculos, eu acho lindo duas mulheres femininas se beijando”

    Hebe: “Eu não tô chocada. Mas beijar na boca não. Quando ela é feminina, ela não beija na boca. Mulher com mulher, mulher que é mulher mesmo não beijam na boca.”

    Ney: “Estou falando de mulheres que transam com mulheres e não precisam virar um trator por isso.”

    Hebe: “Eu não tô acertando nada hoje”.

    Ney: “Você tá por fora Hebe”.

    Hebe: “Não tô por fora! Mas eu sou mulher e não beijaria na boca da Patrícia.”

    Ney: “Sim Hebe, mas você. Mas a mulher que gosta de outras mulheres não necessariamente tem que virar um macho, um homem, para beijar outras mulheres.”

    Sobre os guetos: “Deus me livre ir a um cruzeiro gay. Porque Deus me livre de ir a um lugar onde só tem um tipo de gente, eu gosto de ir a lugares onde tem de tudo. Eu gosto da mistura”.

    Sobre a mudança que espera que ocorra no mundo: “Eu acho que a grande revolução que está por ser feita é a coexistência pacífica entre todas as pessoas, independente de preferência sexual, de cor, e credo, essa é a grande revolução que está por ser feita, que não foi feita ainda e não sei se viverei pra ver

    1. Carlos,
      Ney é muito sabio e eu já vi entrevistas dele fantásticas.
      Todos pela liberdade. Guetto só criminaliza e massacra mais o ser humano.
      Abraçoss

  4. Muito bacana o post! E sim, blogueiro, quem utiliza o seu tempo pra perseguir gays e agredi-los são pessoas que estão precisando de fugir de alguma coisa, que nao querem enfrentar seus proprios problemas: problemas em casa, problemas com a própria sexualidade, traumas, raiva de si, de outras pessoas específicas ou da própria sociedade. Agora, acredito tb que muitos agressores sofrem de algum tipo de psicopatia, de disturbio da mente e do comportamento.

    Por isso que, embora ainda nao tenha me aprofundado muito no assunto, entendo que, a curto prazo, é sim importante uma lei que criminalize a homofobia, da mesma forma como há lei específica para o crime de preconceito racial e de violência doméstica.

    Digo isso pq, a longo prazo, tenho a esperança de que nao será necessária nenhuma lei específica para proteger os grupos minoritários, pois espero que o Código Penal puna com muito mais rigor qualquer caso de lesao corporal, leve ou grave, independentemente da motivação do crime, o que não ocorre atualmente. Hoje em dia, é necessário essas leis complementares pq dificlmente alguém hoje no Brasil é preso por cometer lesão corporal. NOrmalmente esses casos (isso quando viram “casos processuais”…) são tramitados no juizado de pequenas causas e a pena ali (quando chega a existir uma pena…) é convertida em coisas do tipo: pagar cesta básica, permanecer na cidade sem poder sair sem autorização judicial, ir todo mês ao fórum assinar folha de comparecimento, enfim, são penas ridículas, que muitas vezes nem chegam a ser aplicadas…

    Por isso que, embora nao seja o ideal e seja um paliativo, acho q é importante sim uma lei específica contra a homofobia. Eu ainda nao tenho namorado, mas quando tiver vou querer ir a tudo quanto é lugar com ele, e gostaria de saber de cor e na ponta da língua o número de uma lei que puna a homofobia. Vai facilitar bastante se eu precisar chamar a polícia e lavrar um boletim de ocorrência. O crime já vai estar tipificado, ou seja, já vai existir uma lei e um artigo pra constar no boletim e no inquérito.

    Ficou meio confuso o texto. Vou bolar um post sobre esse assunto no meu blog…

    Carlos, interessante os trechos q vc postou. Nao vi esse programa. Quem é esse Ney?

    Valeu, brows!

    1. Acho que o código penal avançou bastante, mas ainda é atrasado. Quanto a lei acho que funciona em parte, vai depender da visão de quem atua nela, justiça, policias e tal, se for um radical religiosa, vai fazer vistas grossas.
      Nossa sociedade tem que ser receber instrução, boa educação, e aprender a viver em grupo, talvez isso ajude em parte.
      Abraçosss

  5. Quando vi esse site a primeira vez, já me identifiquei “de cara”. Faço esse tipo de “gay que ninguém sabe”. E embora esteja sempre lendo os post, ainda não havia comentado nenhum, mas, sobre esse eu vou me colocar.

    Eu sou Policial Militar há algum tempo e ainda no Curso de Formação conheci um cara muito bacana, desde então somos amigos pra qualquer situação, seja profissional ou pessoal, pra se divertir ou pra ver o inferno pegar fogo, nos damos muito bem mesmo. Ele não sabe que sou gay e algumas vezes já falamos sobre homossexualidade, tudo tranquilo, cada um se posicionando com a liberdade que temos para fazê-lo, porém, da última vez ele exagerou, se superou e, começamos a falar mais alto um com o outro, a ponto da esposa dele interferir na discussão dizendo: “vocês vão brigar por uma discussão alheia ao universo de vocês?”. Então achamos melhor dá outro rumo a conversa para não fragilizar nossa amizade.
    Pois então, os ânimos ficaram alterados quando falando das agressões e de como a mídia tem tratado da temática gay ele falou: “Quando tô trabalhando e vejo uma “bichinha” altas horas da madrugada, a vontade que me dá é de quebrar no pau, esses ”viadinhos” deviam ser exterminados da face da terra. E tu, não dá vontade de botar pra arrombar com essas desgraças, não?” Confesso que me faltou terra nos pés e me perguntei se esse era o mesmo amigo que conhecia há alguns anos. No momento eu tava brincado com o filho dele de cinco anos. Parei, olhei na cara dele e disse: “Tu tá de brincadeira, né?” Ele: “não, tô falando sério”. Perguntei: “E onde ficou o respeito pelo outro? Pelo ser humano? Como se justifica a agressão a alguém só porque ela difere de você nos desejos sexuais? Você é Policial, vai agredir uma cara só porque as habilidades que ele tem é para ser pedreiro? Porque a sociedade é movida pelas diferenças, cada um pratica um ofício, cada um professa uma fé, cada um come de acordo com o seu paladar, cada um tem os olhos de uma determinada cor, estaturas… as mais diversas, ou seja, as diferenças fazem parte, naturalmente, da formação do corpo social. Aí você vem me dizer que porque o cara difere da sua orientação sexual deve sofrer agressões, ser morto. Aí não velho, isso é absurdo, não faz o menor sentido. Além de você tá sendo animalesco, tá provando o quanto é ignorante”. Ele disse: “Tu não vê que isso é coisa do diabo? Homem foi feito pra mulher e a mulher pro homem.” Retruquei: “Mais diabólico é esse seu comportamento violento, de provocar dor ou memso morte a um ser, somente por ser diferente de você, isso sim é demoníaco”. Depois disse que eu tava defendendo demais essa corja. Eu disse apenas que eram como ele e eu, simplesmente pessoas, humanos, criações de Deus. Foi quando a esposa dele fez a interferência mencionada acima.

    Depois dessa discussão fiquei refletindo sobre as construções da mente humana, os “valores” incutidos em nós e seus resultados. Fiquei estarrecido com essa declaração, vindo de alguém, que institucionalmetne, deve oferecer proteção, ser escudo contra essas barbáries gratuitas que a cada dia se disseminam com maior tolerância social. É mesmo a era da banalidade da violêncai e da bestialização do ser humano.

    Lamento por nós, porém, ainda penso que cada um deve fazer sua parte e se posicionar sempre que for provocado, mesmo que não seja homossexual declarado, como eu. Até porque, não é só uma questão de defesa da homossexualidade, mas e acima de tudo, da liberdade humana, do direito natural que cada um tem de ser diferente. E ao mesmo tempo estaremos promovendo a política do respeito ao próximo, nesses casos, tão esquecida.

    Abraço a todos,
    Marcus.

    1. Sensacional suas colocações Marcos,
      É de caras assim que precisamos no mundo, defender a causa humano. Eu tenho me posicionado assim, e em alguns casos até uso isso para provocar o choque e deixar a pessoa sem graça, quando um amigo meu falou algo parecido com o que você ouviu, eu falei, vai me bater também, ai ele desarmou.
      Você é de que cidade?
      Como policial, você certamente será um exemplo, do que esperamos para a sociedade de um cidadão que zela pela segurança das pessoas.
      parabéns.
      Abraçaoo

  6. Marcus Vinicius o seu posicionamento foi perfeito também passo por isso com um amigo de infância sempre defendo e sempre tem os meus amigos que procuram mudar de assunto rapidamente defender o direito do outro de ser feliz é uma questão de cidadania parabéns. Obs:Ney matogrosso Miguel.

  7. Ótimo comentário o do Marcus, acho que quase todos nós já passamos por isso, conhecer uma pessoa bacana, mas que pela formação que teve, ou por seus medos internos é extremamente preconceituosa e violenta num determinado ponto. Também já tive discussões desse tipo, e é incrivel como o fator moral ou religioso aprendido pesa nessas pessoas ao ponto de desistirem de argumentar e perguntar coisas do tipo “por que você tá defendendo tanto?? Você é viado por acaso??”, ou quando não chega a tanto dizem que é errado porque deus disse, porque é biblico, ou qualquer outro argumento que os livre de ter que pensar por conta própria. Fico pensando como esse seu amigo reagirá se o filho dele for homossexual…

    Nós homens aprendemos na infância que temos que ser “machos”, qualquer sinal de fragilidade ou demonstração de afeto nos torna “frescos”, e aprendemos também que gay, bicha ou viado são as piores ofensas. Fazendo aqui uma “auto-análise” acho que o peso dessa época, do medo e da negação me fizeram ter hoje em dia esse jeito meio “durão/fechadão/bravo”, rsrs, talvez tenha sido a forma inconsciente que encontrei pra me “defender”.

    É muito triste ver que qualquer manifestação de carinho ou amizade esteja sendo demonizado. Isso é uma coisa que eu percebo muito morando nessa panela de pressão de stress que é SP, parece que tudo que foge por um segundo do padrão do que as pessoas esperavam ver durante um dia “sério” já as deixa com raiva, um casal que se abraça num metrô está “atrapalhando a passagem”, amigos rindo num ônibus estão “incomodando os outros passageiros”, um velho andando devagar, uma criança brincando, enfim qualquer coisa, parece uma obrigação moral ser sério e ter pressa, não se envolver e nem olhar pros lados, se “endurecer” pra seguir um padrão e um sentido de urgência que só nos torna mais egoistas e insatisfeitos.

    eu sinto que vivemos numa sociedade conformada, sem vontade de fazer qualquer mudança que exija um esforço maior do que digitar 140 caracteres deitado no sofá de casa. As vezes eu acho que temos o pior tipo de preconceito no Brasil, que é o preconceito velado, todo mundo “aceita” tudo desde que não afete o seu dia-a-dia. Conheço muita gente que se diz sem preconceito, mas acha que os gays devem deixar pra sair a noite, em lugares especificos, pra não “incomodar” as pessoas “normais”. Acho que são as mesmas pessoas que acreditam que é “bem-feito” quando uma mulher usando roupas curtas é abusada, “ela tava provocando”…

    Pior que me parece que caminhamos cada vez mais para o fortalecimento desse falso moralismo, que se baseia num cristianismo fundamentalista completamente fora da idéia cristã original, e que ajuda a manter todo mundo “conformado”, onde questionar e ser diferente é ruim e assim ajudando a manter as coisas do jeito que estão e os nossos problemas reais debaixo do tapete.

    Vamos perdendo a compaixão e a empatia, a capacidade de nos colocar no lugar dos outros, e vivendo de verdades “absolutas” sobre o certo e o errado, ninguém quer se questionar, ninguém precisa se conhecer, só seguir a “massa”, pois ser diferente é sempre pedir pra sofrer.

    Abraços, e me desculpem se meu comentário pareceu pessimista , rs

  8. Marcus, Muito bacana seu comentário, que senti ter sido um desabafo. Nossa situação é muito difícil mesmo, pois, por nao sermos assumidos, as pessoas com quem convivemos não se “tocam”, não se sentem constrangidas em falar o que pensam sobre a homossexualidade.

    Atualmente, ando meio irritado com isso. Quando escuto, ainda não tenho muita coragem de retrucar, mas deixo claro, pela minha cara, que não gostei e que não concordo. O pior é que sempre tem aqueles que falam absurdos e perguntam: “- não é verdade, Miguel?”. Costumo responder “Não sei…”. Mas é um “não sei” pronunciado de uma forma q dá pra entender que eu quis dizer “que bobagem o q tu tá falando, não tô afim de continuar te ouvindo…”. Aí pessoa me olha meio estranho, meio confusa…

    Aqui na minha cidade, no ano passado, admirei a coragem de um Policial Militar, como vc, que ouviu do se superior imediato, numa reunião interna com vários policiais, que o que mais suja a imagem da Polícia Militar é a existência de policiais “viados”. Esse policial, após ouvir isso, interrompeu o superior e disse: ” – Porque?”. O superior respondeu algo como ” – pq sim, pq viado não é homem, nao serve pra ser policial”. Esse PM entrou com uma representação administrativa e criminal contra o superior, chamou a imprensa, gravou uma matéria veiculada num famoso jornal de notíciais locais aqui da minha cidade, descrevendo o fato e aparecendo ao lado de seu companheiro. Eles são novos, devem ter de 24 a 26 anos. Não sei (ainda) qual foi o desfecho da representação, mas ela foi feita, formalizada e a imprensa entrevistou até o Comandante, que disse que iria apurar com rigor a conduta daquele ofensor.

    O policial, nessa ocasião, se assumiu pra todos e buscou valer seus direitos. Essa conduta dele ficou no meu pensamento por dias e dias, e até hj tenho vontade de parabenizá-lo pessoalmente, e só nao faço pq nao sei como encontrá-lo.

    Parabéns, portanto tb a vc, Marcus, pela sua atitude, O caminho é esse mesmo, e eu tb tenho procurado fazer minha parte, ainda que aos poucos e lentamente, mas nao deixo de fazer. Nao consigo fazer muito, mas sinto que tô avançando, dia-a-dia, e isso eu acho que é o mais importante.

    Valeu!

  9. A sociedade ainda é machista e preconcentuosa claro que a religião ajudou um pouco porém muitos se apoiam nela nas horas que lhe convem. E até alguns ateus passam a acreditar em Deus de uma hora para outra para outra para não serem taxados de preconceituoso as pessoas tem medo e camuflam todo seu ódio figem que gostam e no primeiro debate falando sobre homossexualidade dizem : -não sou preconceituosa até tenho” amigos homossexuais”. Esse são o piores os que ficam amiguinhos não pelo o que a pessoa é mas para mostrar ao mundo o quanto é “generosa” e ” moderna” são hipocritas e covarde que não tem coragem de mostrar sua verdadeira face tenho nojo da hipocresia do mundo dessa vontade de julgar o outro e de ter que dar satisfação a sociedade.

  10. Pessoal, obrigado pela recepção. Apesar dos pesares, fico muito feliz de poder ter contato com pessoas com quem me identifico e pensam semelhante a mim. Acreditem, é um alívio imenso poder se comunicar com quem nos compreende. Obrigado a todos.

    Ao blogueiro: Eu sou do sertão pernambucano, mas exerço meu ofício no sertão baiano, na Bahia que, inclusive, segundo reportagem do jornal global Bom Dia Brasil, há quatro anos lideram o ranking nacional de violência contra homossexuais. Veja onde fui parar rsrsr

    Ao Miguel: Sim, com certeza vou passar lá no seu blog e se entender que posso contribuir com algo, não exitarei em fazê-lo.

    Valeu cambada!

    1. Fala Marcus,
      Blz. Quer dizer que você quem manda prender ai no Sertão rs
      Bacana seus comentarios. Mostra que você tem muita identidade.
      Continue a participar aqui do Dentro do Armário.
      Abraçoss

  11. Bom, sinceramente, nesses últimos dias vi com insatisfação e desagrado muitas notícias a respeito de violência contra pessoas, que “aparentemente eram gays”, como o caso do pai agredido por estar abraçado a seu filho. Também recebi com muita indignação, e ódio também, se você me permite externar isso no seu blog, as declarações nada cristãs da ex-atriz e deputada estadual pelo Rio de Janeiro, Myrian Rios, associando homossexualidade à pedofilia. Confesso que ultimamente tenho estado deprimido por uma série de coisas que estão acontecendo, e sendo um homem que pensa muito, questiona muito, que tem ideias diversas, até mesmo das suas e dos seus leitores, me entristeço quando percebo o quanto minha voz e opiniões são dissonantes. Não concordo com a estúpida ideia de criminalização da homofobia. O que isso vai mudar na atitude das pessoas? No que isso vai diminuir a violência? Só por conta de mais uma lei, que na prática não vai funcionar, como muitas no Brasil, vocês acham que ninguém mais vai espancar ou matar gays e homossexuais? Em um país, como você mesmo externou, que tolera estupros, corrupção dos políticos, roubos, falta de educação e saúde, e toda sorte de violência, por que será que as pessoas não pensam em melhorar a vida do outro, dando educação de qualidade, ensinando de fato as pessoas a se respeitarem, mostrando a realidade dos homossexuais, sem matizes coloridos, querendo antes disso se vitimizar e querer uma lei que só te inferioriza, te fazendo fraco perante os outros?
    Sinceramente, sabe o que eu penso que aqueles que apanham deveriam fazer? Não saiam sozinhos, procurem aprender autodefesa, e se um bando se aproximar de vocês, e quererem te agredir, enfrentem a situação, partam pra cima, pois duvido que se algum intolerante, de qualquer tipo, levar uma boa surra de uns “viados”, como eles costumam falar, vá atacar outro homossexual.
    Bom, você provavelmente dirá que não devemos reagir com violência, senão perderemos nossa razão e etc… Mas te pergunto? Esse dogma cristão de dar a outra face, tão vitimizante e equivocado, ajudou o mundo em quê?
    Ao longo da minha vida sempre estive sozinho, à procura de alguém que pensasse como eu. No meu entendimento, quando dois homens estão juntos, é para evoluirem juntos, crescerem juntos, lutarem juntos, assim como os hoplitas gregos, os samurais japoneses, os guerreiros sumérios, não para “casarem”, ter filhos, pensão alimentícia, e toda essa bagatela hetero, que os homossexuais insistem em querer para si. Leiam o Banquete de Platão, o Gilgamesh dos sumérios, a linda história do Batalhão sagrado de Tebas…
    Infelizmente acho que assim como Nietzsche, sou extemporâneo, e meus pensamentos estão longe de ser entendidos. Sou uma mísera gota nesse oceano de ignorância e “igualdade”.
    Me desculpe pelas palavras rudes e pelas minhas ideias, que sei serem muito “doidas” e provocativas. É um desabafo de quem não tem mais vontade de ser quem é, e também não sente mais vontade de fazer alguma diferença nesse mundo tão superficial e nivelado por baixo. Te desejo muita sorte, principalmente quando você sair do armário!!! Já está na hora de você dar a cara a tapa… Afinal, muitos precisam de um modelo, de um guia, um exemplo. E você já alcançou esse patamar, é hora de você sair do armário. Adios!

    1. Andrey,
      Muito bom seu comentário. Concordo plenamente, para quê mais uma lei, se no Brasil existem tantas e sabemos que não são uma parede a impunidade e violência.
      Quanto a autodefesa, isso vai de cada um.
      Eu ando com um skatelongbord, e se ladrão ou qualquer um viver me agredir e me bater, ah vai levar skatada na cabeça.
      Eu estou me assumido aos poucos, mas quando ouço gente falando mal, chamando de viadinho, ai que me assumo mesmo, só para chocar, porque o cara nunca espera que eu seja homossexual. Ai fica sem reação e mais comedo, porque me conhece e sabe meu temperamento, que pode ser do doce ao amargo.
      Continua comentando.
      Isso ai.
      Grande abraçooooo

  12. Bom, acho que sem querer (não foi esse meu propósito) minha referência ao assunto criminalização da homofobia acabou sendo motivo para discussão (sadia e construtiva, lógico), aqui nos últimos comentários. Só gostaria de lembrar que, conforme disse no meu comentário, ainda nao estudei mais a fundo esse assunto, portanto ainda nao tenho uma opinião formada. As vezes acho q é vantagem, as vezes acho que não é… E ainda que existisse tal lei, seria um paliativo, como já afirmei.

    Andrey, q bom q vc voltou a comentar. Ficou sumido por um tempão…

    Só sei, galera, que não estamos lidando aqui somente com agressão verbal ou tentativas de intimidação, nem de agressões leves. Não estamos falando em tentativas de furto, de roubo. Não estamos falando de ladrões. Estamos falando de agressões graves, de um pai que teve sua orelha praticamente decepada e foi espancado por motivo fútil, por homofobia. Estamos falando de pessoas que estão morrendo por não poder exercer um direito que nao prejudica o espaço do outro. Estamos falando de violência pesada, forte, grave e gratuita, muitas delas com utilização de armas, instrumentos cortantes e objetos capazes de lesionar gravemente. Estamos falando de pessoas socialmente perigosas.

    Criminalizando ou não, me sinto assustado com a situação. O que substitui o respaldo jurídico? Cada um por si e Deus por todos? Fico confuso…

  13. Andrey, concordo com voce, infelizmente aqui as leis “pegam” ou não, e quando existem só segregam mais, parece que o jeito será entrar numa nova lei do talião, e se seguir olho por olho uma hora todos estarão cegos logo mais,rs… Particularmente nunca precisei de defesa, ate porque costumam achar que eu sou anti-gay pela minha aparencia,rs, sem entrar muito em detalhes tambem vejo como um certo preconceito, quando voce não parece fragil ja te associam com machão/pegador. Mas faço aqui mea culpa da minha “covardia” também, pois ninguém do meu convivio sabe da minha sexualidade, me aceitei faz pouco e ainda sigo nesse processo, sem pressa… Concordo também com a autodefesa, tenho aprendido que não-violencia não é não reagir e ser resignado, fora que geralmente quem sabe se defender não usa esse conhecimento atoa.

    Acho que uma grande causa de sofrimento nos relacionamentos, seja hetero ou homo, é perseguir esse padrão “novela das 8” de felicidade, que pra mim parece vazio e engessado… O carinho é importante, mas acredito que um parceiro seja alguem pra crescer junto, alguém inclusive para te criticar, como você disse, evoluir, e não uma “muleta” ou um objeto de sexo, pra mim os laços de amizade e companheirismo são muito mais fortes, quando vejo essas buscas por aceitação, como casamento religioso de homossexuais, me parece de uma mendigagem horrível…

    Legal que você busque embassamento e força no conhecimento, não se preocupe em ser extemporaneo ou fazer a diferença, busque seu próprio caminho de paz e felicidade que tenho certeza que vai atingir positivamente muito mais pessoas, não quis pagar de conselheiro,rs, mas sei bem como essa falta de alguém que nos entenda, a solidão, nos “endurece”, então procure não se deixar amargurar por ai… Abraços

    1. Alexandre
      O nosso carequinha hauahua.
      Acho que estamos numa sociedade individualista em que todo mundo fecha os olhos um para o outro, você vê uma senhora sendo assalatada por pivetes, mas ninguém faz nada, e olha que perto haviam caras que vão a boate e quebram a porrada entre eles, isso é muito individualismo, não falo em se arriscar se metendo em assaltos, mas analisando o caso pode-se se intervi, nisso ou também quando alguem é espancado, eu mesmo se vê isso, vou tascar o skate no agressor.

      Pois é, Novela das * é pessimo como exemplo a ser seguido, criam-se esteriótipos.

      Abraçaooo

  14. Valeu Miguel, realmente fiquei um tempo sumido por motivos diversos, mas voltei para contribuir com essa discussão sadia e construtiva. De fato, as coisas que estão acontecendo são terríveis, esse fato do pai e do filho é a coisa mais absurda e indignante que já vi. Também é preocupante as gangues de skinheads e neonazistas que ultimamente tem crescido em número e violência, contracenso em um país miscigenado como o nosso, lembrando claro, a diferença entre skinheads e neonazistas, estes que seguem a doutrina hitlerista, e os primeiros que nem sempre são nazistas, a ponto de existirem os SHARPS, skins que rejeitam o racismo e o preconceito contra homossexuais.
    Como sempre tenho dito, o buraco é mais embaixo. Vivemos em uma sociedade na qual os adolescentes e jovens não têm nenhum limite ou educação por parte da família. Os valores estão deturpados, e assim, bater em uma moça no ponto de ônibus, por achar que ela é uma prostituta, é normal, queimar vivo um índio em Brasília, é normal, matar mendigos nas ruas de São Paulo, é normal, abusar de crianças, é normal, bater em mulheres, é normal, portanto, bater num “viado” é normal…
    Portanto o que vai trazer alguma mudança, é uma nova maneira de se pensar nossa sociedade, dando educação de qualidade, ensinando mais tolerância aos mais jovens, combatendo o bullying e a violência contra a mulher. Para isso é preciso cobrar dos políticos não uma lei que vai beneficiar alguns, mas leis e reformas mais amplas, que tragam benefícios para o todo. Combater a corrupção, votar melhor nas eleições, cobrar segurança do estado, e ensinar melhor as crianças, para que elas não sejam intolerantes e preconceituosas como os adultos. É esse o trabalho da Myrian Rios, do Jean Willys, do Bolsonaro, da Marta Suplicy. Sem segmentação. Afinal, não é isso a tal da democracia? E para àqueles que insistem na violência, independente contra quem ela seja dirigida, cadeia, multas, trabalhos assistenciais, e cidadania.
    E Armário, gostei da skatada, e de como você se coloca quando tem um boçal falando borracha!! Faço assim também, afinal quem vai encarar um jiu-jiteiro marrento?!!! Forte abraço!

    1. Hummm quer dizer que você luta jiujtsu? namorei um ano com um, se é que pode-se dizer que era namoro.
      Bem, eu acho que o problema reside na impunidade que é o Brasil, acabamos confundido liberdade com libertinagem e dá nisso.
      Mais uma lei não irá resolver, temos que por para funcionar as que já existem, isso sim, serve de freio e tentativa de estancar coisas erradas que vemos todos os dias, esclarecimentos também ajuda, e menos reportagem sensacionalistas ou abordagem da temática gay de forma esteriotipada.
      Tem a falta da conversa em família, os pais abandonaram os filhos e deixaram ser criados pelos outros, dá nisso, jovem sem limite que acha bacana bater no próximo para se impor como pessoa.
      Continua a comentar
      Grande abraço

  15. É muito fácil ser polêmico e machão na internet, recebi esse vídeo, como o próprio cara já diz é “mascarado”, pra mim ele pareceu mais um desses muitos que acham que são perseguidos e injustiçados no Brasil do século XXI sendo “homem, branco, hetero e cristão”, não sei vocês, mas eu conheço tanta gente com essa mentalidade que as vezes dá vontade de ir pra uma ilha, rs. Olhe esse comentário de uma cara que se diz psiquiatra: “Vendo uma passeata gay, logo percebemos que os homossexuais não se preocupam com as pessoas que não gostariam de ter seus filhos e filhas, crianças, perguntando porque homens e mulheres estão se beijando. Eles ostentam uma afetividade que violenta a inocência das crianças.”

    Outra coisa, de onde esse cara tirou que a distribuição de camisinhas aumentou a sexualidade entre jovens e os fez iniciar mais cedo a vida sexual?? Não tenho conhecimento aprofundado, mas tive que estudar esse tema um tempo atrás e conheci alguns estudos americanos que diziam o contrário. Será que ele leu no twitter ou um pastor que disse??

    Olha, é bizarro mesmo os nazi-skinheads brasileiros, são de uma burrice tão tacanha que não se liguam que seriam considerados impuros pelos seus “papais” skin-fascistas europeus, por serem latinos e miscigenados, tanto é assim que esses dias houve um ataque a um grupo de moradores de rua perto de onde trabalho, e entre os “skins” haviam caras considerados pardos ou morenos. A mídia ajuda bastante também, é raro encontrar alguém que conheça as origens de movimentos contraculturais como o punk ou o skinhead, que inclusive tem muito mais ligações com o comunismo, anti-fascismo e influenciados pela música Jamaicana (que até onde sei é negra). Existem movimentos como o SHARP que você citou, e aqui em SP caras de um grupo Skinhead que se apresenta como anarquista e comunista panfletou na parada gay um manifesto anti-violência contra homossexuais se embassando mais em sua ideologia política, ainda que eu não concorde com essa ideologia politica, acho muito mais digno os caras estarem abertos ao debate “dando a cara a tapa” num evento desse porte, agora, isso interessa a mídia?? Infelizmente é mais facil vender notícia fortalecendo idéias como skinhead=nazista, homossexual=afeminado,imoral.

    Sobre a sociedade, os pais não querem assumir suas responsabilidades de pais, eles já gastam uma fortuna mantendo um padrão de “felicidade obrigatória” para seus filhos e para si próprios, então ninguém precisa realmente se conhecer dentro de uma familia, só assim para tornar a vida suportavel, deixo essa citação de uma jornalista sobre esse imediatismo e comodismo: “É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal.” Depois se alguém quiser ler, achei as coisas que ela disse de uma lucidez incrível: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI247981-15230,00.html

    Olha só, bom saber que o pessoal aqui sabe se defender, uma skatada na cabeça vai literalmente abrir a mente do cara, rs

    1. Fala alexandre,
      Essa sua frase é senacional e resume todo esse caos:
      “Sobre a sociedade, os pais não querem assumir suas responsabilidades de pais, eles já gastam uma fortuna mantendo um padrão de “felicidade obrigatória” para seus filhos e para si próprios, então ninguém precisa realmente se conhecer dentro de uma familia, só assim para tornar a vida suportavel, deixo essa citação de uma jornalista sobre esse imediatismo e comodismo: “É como se os filhos nascessem e imediatamente os pais já se tornassem devedores. Para estes, frustrar os filhos é sinônimo de fracasso pessoal.”
      Quando souberam que sou homo, um amigo queria me levar ao psicologo, pior amiga dele psicologo veio com teoria fuleira que eu tinha problemas, por isso é que sou homo, mas pessoas inventam teorias burras, leem mal os filosofos, já começa que não sabem fazer interpretaçao de texto, ai vem com essas coisas sem pé nem cabeça, inventada por algum pasto sem pé e nem noçao, ou por algum babaca que se diz pensador, mas não o é.
      Bacana seu comentário.
      Grande abraço

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