Dentro de casa que gays sofrem mais homofobia

O post de hoje é inspirado numa materia de O Dia. Segundo a matéria, no Rio a maioria das vítimas de homofobia ocorre em casa. Talvez essa regra possa ser também extendida para lares no Brasil, e exterior em alguns países.

Vou começar a primeira parte do post indagando os ativistas gays, os governos e ONGs que fazem campanha contra homofobia. Será que as campanhas não tem um foco míope, ao invés de pedirmos respeito somente, ou falar em criminalizar a homofobia, não seria hora de trabalhar as família, desmistificar o homossexualismo? Esclarecer a célula mais importante da sociedade: a Família. Que ser homossexual é normal, natural, pregar algo maior: o amor ao próximo, etc?

Sei que é difícil trabalhar na celula familiar, por várias aspectos: valores, regionalismo, religião, costumes, regras internas, etc.

Grande parte do problema deste país é que esquecemos de trabalhar com as famílias, muitas delas inclusive deixaram de ser importantes, falo importante no que diz respeito, como únidade, célula de onde surgem valores, costumes. Hoje devido a globalização, e também essa coisa horrível que é a descartabilidade da sociedade, onde você tem que pensar somente em dinheiro e bens;  acaba-se deixando os filhos nas mãos de terceiros, e até deixando muita coisa que deveria ser debatido em família, para outras instituições como a escola, está última, que é uma extensão da família, mas que devido a ausência dos pais na criação dos filhos, tornou-se em muitos casos mais importante do que a família.

Observa-se que hoje, os pais deixam de conhecer os filhos, de entendê-los, não tem mais tempo para conversar, dialogar, ouvir os filhos.  Os pais não buscam compreender as mudanças sociais, de valores, e quando sabem que o filho é homo, acabam empregando o preconceito, ao invês de conhecer o filho, de dialogar, de tentar aceitar e/ou respeitar as diferenças internas no lar.

Não podemos julgar todos os pais. Um dia seremos pais. Sim seremos pais, sim. Tem muito gay que detesta criança, mas tem muito gay que vai ser pai; ou por vias naturais (acordo com amigas), barrigas de aluguel ou adoção. E nessa hora temos que nos colocar no lugar de um pai ou mãe, e ver se também não tentamos ter a posse de valores sobre nossos filhos.

O que está errado na criação de um filho é o desejo de que ele seja uma cópia nossa, e o não entender que ele apesar de ter saido de nós, é um ser, uma entidade diferente, com características próprias também. Dai a necessidade do que eu falei acima, de trabalharmos a família para que aceite o homossexual, mas que também entende que o ser humano (filho) tem diferenças, que o pais não pode tratar o filho como um objeto, que é importante que a família quando saíba que o filho é homo/gay busque conversar, entender seus pontos de vistas, e conhecer melhor o tema.

Sei também que muitas famílias estão impreguinadas por valores radicais reliogiosos, em muitos casos, cegas por estes valores, e deixam como religiosos de pregar a máxima maior de Jesus: o amor ao próximo.

Pelo Brasil a fora tem pais que diz “prefiro que meu filho seja bandido do que uma bicha” “vou levar meu filho ao puteiro para evitar que ele saia do caminho”. E são muitas frases chocantes, mas reais. Mas, para se trabalhar e quebrar preconceitos, levar luz até onde se há desinformação ou ignorância, tem-se quue buscar mecanismo capazes de desmistificar o homo, e inclusive pressionar as empresas de tv para que não fiquem somente caricaturando ou alegorizando os homo/gays. Em grande parte o preconceito é ajudado por essas caricaturizações.

Vou dá uma parada neste post, mas vou voltar ao tema na semana que vem, pois há muito o que debater e falar sobre ele. Aguardo comentários de todos.

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17 respostas para “Dentro de casa que gays sofrem mais homofobia”

  1. Vc falou toda a verdade.”inclusive pressionar as empresas de tv para que não fiquem somente caricaturando ou alegorizando os homo/gays. Em grande parte o preconceito é ajudado por essas caricaturizações.”.O preconceito veem daí,a mídia coloca uma imagem negativa e as pessoas aderem a isso.Mas cabe a nós mudar isso,pois muita coisa já mudou ,as pessoas não veem hoje os homossexuais mais vestidos de mulheres ou contendo o vírus do HIV.Essas caricaturas estão sendo quebradas e as famílias estão aceitando mais e respeitando, em relação há 20 ou 30 anos atrás.O problema estar nas famílias com religião rigorosa e com valores antiquados.

    1. Isso ai Daniel,
      E tem também os problemas regionais, porque o que funciona nos grandes centros do Brasil, no interior é diferente, e muita coisa que já não é preconceito na capital, no interior ainda é.
      Abraços

  2. A caricatura ou esteriotipos que a tv imprime aos gays em parte são motivadas por eles mesmos em atitudes e ações isso acaba contribuindo para um visão generalizada de que todos os gays são iguais o que é uma inverdade há gays de todas as cores, jeitos,formas,belezas e estilos o gay não é só um homem usando roupas coladas cabelo grande e afeminado a maioria dos gays não são assim ate pelo fato da maior parte dos gays não serem assumida 2/3 porém devemos pensar a filhos que realmente tem esse padrão interno ou aderiu a ele e como então fica essas pessoas, como falei nem todos os gays são afeminados mais e os que são acabam até por serem bem retratados o problema é que devido a nossa sociedade ser muito preconceituosa isso acaba por gerar certa repulsa nas pessoas, porém concordo com você deveria se trabalhar a familia mas não só a familia mas o ambito familia e escola pois a escola também é um lugar onde existe muito preconceito.
    Abraço a todos.

  3. A família é a base para qualquer indivíduo.Dou graças a Deus àquela que pertenço. Acredito que apesar de muito religiosa possa conviver mesmo que a um certo custo com a diferença.
    Concordo que a desmistificação da homossexualidade deve ser cada vez mais enfatizada e a família é parte fundamental nisso.Quantos pais ao perceberem comportamentos “diferentes” dos seus filhos não se fazem de “rogados” e ao invés de entender , tentam mudá-los?Assim os farão pseudo-héteros, fazendo com que a infelicidade postergue inclusive para futura família do mesmo.
    Certa vez minha mãe me indagou porque não dava certo com minhas namoradas, já que tinham tantas atrás…calado fiquei!
    Posteriormente ela disse que ainda a “minha” não tinha chegado e que independente de qualquer coisa só queria me ver feliz…e finalizou…
    -Tenho uma mente aberta!
    Com um sorriso amarelo e olhos marejados(não percebidos por ela) permaneci em silêncio.
    Na verdade acredito que no fundo os pais(ou pelo menos a mãe) sabem…
    Penalizo ainda mais por aqueles que tem genitores com mente mais fechada, que por lavagem cerebral muitos falsos dogmáticos implementaram que a homossexualidade é suja e quem praticá-la irá para o inferno…
    Se Cristo é a verdade e a vida, como podemos negar a nossa verdade e com isso vivermos uma “vida” tranquila?
    Foram dez mandamentos mas na própria Bíblia relata que se sobressaem dois: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo!
    Quando todos nós entendermos o que isso significa , o mundo viverá não com “tolerância”, mas com respeito,amor e paz!

    Abração e boa semana!!!

  4. Amei esse post, concordo em todos os sentido com você cara! A religião hoje em dia interfere demais e de forma negativa na vida das pessoas, é incrível o poder que as religiões exercem sobre uma população ignorante usando a palavra de alguém que eles consideram como um ser maior. A religião é a grande culpada por (quase) todas as desavenças que existem hoje em dia, apenas pare e pense para que você perceba isso Não abomino totalmente as religiões por que elas têm alguns bons ensinamentos, porém as pessoas só enxergam o lado ruim delas…

  5. Putz, o que o Thiago finalizou me deixou emocionado. Apesar de ter criação católica, acabei deixando a religião de lado, havia me esquecidos dessas palavras já.

    O mais engraçado da história sobre como os gays são retratados na tv é que a grande maioria dos autores de novelas são gays, e provavelmente em algum ponto da vida já sofreram (ou sofrem) algum tipo de preconceito. Não entendo o objetivo deles em perpetuar essa atitude ao retratar homossexuais como caricatas do que realmente representam. Será que o que eles aprenderam com a vida não foi suficiente para perceber que gays não são apenas “bichas engraçadas”?!

    Acho que não só a questão da publicidade, o homossexualismo deveria ser levado a sério, e muito, também dentro de igrejas. Independente da ideologia. Ao mesmo tempo em que vemos a igreja dizer que homossexualismo é errado, que é contra o casamento gay, pra quem trabalha dentro da igreja (meu caso, e aqui me referindo a igreja católica) nota que a maioria dos padres são gays. Acho que precisam rever seus conceitos.

    Minha família ainda não sabe sobre mim, e nem pretendo falar-lhes. Embora meu pai já tenha demonstrado não haver problema em ter filho gay, o que me deixou muito espantando vindo dele, minha mãe trabalhou boa parte da vida em trabalhos sociais com homossexuais, acho que o mais difícil seria com meu irmão, justamente a pessoa que me tratou como um pai, e devo muita coisa a ele, e que por muitas vezes já demonstrou ser homofóbico. O medo da rejeição com ele é pior do que de qualquer outro membro da família. O que quero dizer é que, apesar de morarmos no mesmo teto, termos tido a mesma educação, a mesma atenção dos pais, o mesmo ensino religioso, nem sempre a questão de trabalhar com a família no geral dará certo. Ao que parece, pessoas já tem uma idéia formada e não mudará da água para o vinho.

    Não sei se as pessoas pessoas repararam a bandeira que desfilhou na parada gay em copacabana. Eles representaram as cores do arco-íris com um gay vestido de cada cor. Quem olha os representantes, ou vê drag queens, ou vê transexuais, ou vê “bibas” que ficaram famosas em programas como o BBB. TODOS os representantes são afeminados. Eles pregam a diversidade, mas eles mesmo pecam nesse quesito. Acredito que principalmente o trabalho publicitário demosntrando que homossexuais podem ser qualquer pessoa, desde delegados até zootecnistas, sem a necessidade de ser uma pessoa afeminada, fantasiosa e escrachada, talvez ajudaria as pessoas mudar um pouco o seu ponto de vista.

  6. Esse assunto renderia uns 100 posts, rs

    Eu particularmente não acho que pressionar empresas de tv e a mídia seja o mais importante, é uma solução paliativa. Primeiro, esse papel “social” em novelas é uma coisa nossa, começou lá no meio dos anos 80 e acabou “virando”, se tornou uma forma de trazer informação que as vezes é até relevante num país pobre de educação, mas muitas vezes só tenta imprimir “valores”, e um país não deveria depender de um produto de ficção pra isso. Vejo gente indignada porque um vilão se deu bem, dizendo que isso reforça valores negativos e que “dá mal-exemplo pra sociedade”, e o que nós não vemos é essa mesma indignação e envolvimento das pessoas na vida real.

    infelizmente aqui a mídia e principalmente a novela tem um peso muito maior do que deveria e “inclusão” ou justiça social em ficção nunca vai alterar nada, é mais fácil pra maioria depender da tv pra “educar” e transmitir “valores” pro seus filhos e assim as familias tem alguém pra culpar pela sua falta de envolvimento, por não conhecer uns aos outros dentro da própria casa.

    Sobre preconceito na familia, eu posso falar aqui como um representante do “outro lado”, já que pelos comentários a maioria teve em algum momento um sentimento de aceitação (mesmo que indireto) e no meu caso sempre foi bem claro que “gay não pode”. Minha familia não é “antiquada” ou extremista, e eu me dou bem com todos, são compreensivos na maioria das coisas, só quando o assunto é homossexualidade é que são extremamente preconceituosos, e acredito que sejam assim até por causa da religião (católica), de suas crenças e tudo mais, até nisso eu sou diferente já que não sou cristão

    É uma situação pesada, difícil de lidar, de certa forma consigo entender o lado deles já que eu mesmo demorei um bom tempo pra começar a me aceitar e parar de achar “errado”. O problema de quando o preconceito vem das pessoas que você ama e gostaria de poder confiar mais é que você sabe que não são pessoas ruins ou ignorantes, e é difícil ter que ouvir certas coisas tendo que fingir que aquilo não te atinge quando na verdade atinge e humilha. Pra mim o pior é o afastamento, porque o tempo vai passando e eu vejo como meus irmãos são unidos, construindo suas familias, vem os sobrinhos, cunhadas e cunhados e eu vou me esquivando, na defensiva sem poder fazer parte disso tudo ou estar 100% presente na vida deles. Por isso tudo eu acho que desmitificar é o mais importante, se ninguém quer um homossexual na familia é por causa do que se entende por homossexual (o padrão), e aqui todo esse ativismo gay de hoje em dia tem sua parcela de culpa também, já que a diversidade que eles pregam não tem nada de diversa…

    1. Chegou ao ponto ideal:
      “se ninguém quer um homossexual na familia é por causa do que se entende por homossexual (o padrão), e aqui todo esse ativismo gay de hoje em dia tem sua parcela de culpa também, já que a diversidade que eles pregam não tem nada de diversa”
      VOU FAZER UM POST COM ISSO

  7. Uns, é verdade tem uma família que “teoricamente” aceitam mais facilmente, outros pela circunstâncias relatam que os pais (até mesmo pela época e criação que lhes foi imposta) não aceitam a homossexualidade com tanta naturalidade.Mas uma coisa é verdade, está se tornando mais corriqueiro o assunto nas mesas de almoço, jantar ou mesmo nas telenovelas à noite.Creio que atualmente, os quatro folhetins da emissora “global” tem personagens gays(afeminados ou não).
    Temos que nos animar e refletir…e quem se descobriu há 30 ou 40 anos atrás? E quem me garante que um de nossos avós ou bisavós não eram gays?A homossexualidade sempre existiu e garanto que o preconceito era bem maior, mas eles tiverem que sobreviver, doa em quem doer…
    A sociedade ainda está engatinhando para aceitação do amor entre o mesmo sexo e temos que ficar felizes simplesmente por estar tão em vigência( já escutei até que era moda! hehehe).
    Fato é que ,embora a passos de formiga, a “humanidade” vai caminhando e cabe a todos nós, dentro ou fora do armário sabermos quem somos, nos orgulhar disso e ocupar nosso espaço! força galera!!!!!
    Ser diferente é normal.=D
    \o/

    Deixo um texto que achei interessante…espero que um dia muitos pais sejam assim;

    http://www.confissoesaesmo.com/mamae-eles-sao-como-eu/

  8. O respeito é primordial a todos mais o grande problema dos homossexuais hoje sem dúvidas são os politicos religiosos e pastores que tentam induzir uma massa a acreditar nós seus valores dizendo que vão para o inferno. Colocam homossexuais como bandidos ladrões e dizem que a midia quer transforma o mundo em gay e que isso hoje em dia é puro “modismo” lógico todos irão queimar no marmore do inferno e ainda culpam os homossexuais pela aids( a maioria dos aideticos são heterossexuais). Quanto aos gays mais padrões sim existem gay padrões como existem gays não padrões percebo que a população fica chateada quando tira o gay do comico e do padrão li uma frase no tempo de insensato coração mais ou menos assim ” a globo tem que parar de colocar o gay como homem”(tinham dois casais que não eram estiriotipados) outra frase escultei do meu pai a seguinte poesia “se colocarem na minha frente digo se o cara é gay ou não’ na família sempre doí mas apesar de parecer besteira na hora deu vontade de perguntar se ele tinha gaydar ou perguntar eu sou ou não sou essas coisas do dia a dia são cansativa os seres humanos tem que aprender a ter respeito com todos. Acho que devemos respeitar todo tipo de homossexual seja ele afeminado ou mais masculo cada um é cada um somos todos diferente e de formas diferente e isso tem que ser respeitado.

    1. Concordo com você. A religião reprime muito o ser humano e pecaminiza pessoas. Não era para ser assim. Mas infelizmente, quem lidera e interpreta as religiões são pessoas.
      Quanto a diversidade acho que esta deve ser conjugada dentro e fora do meio gls. Eu vejo o meio falar muito em diversidade, mas se esquecem de conjugar.
      Continue a comentar.
      Grande abraços

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