Lavagem cerebral gay

O post de hoje remete a lavagem cerebral de padrões que o meio gls tenta nos impor, fala também de coisas feitas em série no meio gls. O texto me foi enviado pelo leitor Leo, que vivenciou isso, semana passada.

Lavagem cerebral gay = te dizerem que o padrão é o que é certo, e que você deve fazer parte.

Sempre que retorno ao RJ, tento visitar algum local que ainda não tenha ido, e dessa vez escolhi a praia de Ipanema. E um grande motivo para essa escolha: Ipanema é conhecida por ser um bairro com grande número de homossexuais. Confesso que fui com uma certa maldade, queria encontrar alguém interessante, em busca de meu primeiro encontro, não fui necessariamente em busca de sexo, vou deixar claro isso aqui.

Eis que me aventurei no último dia 8. Sozinho. Eu não tinha idéia, mas era véspera de parada gay em Copacabana. Me aventurando pelas ruas de Ipanema, deparo com uma grande quantidade de gays, e relembro a fama do bairro, e como dizem aqui no RS, fiquei “mais feliz que cusco em dia de carneação” (mais feliz que vira-lata em dia de churrasco). Chegando à praia, a caminho do posto 10, noto na areia uma grande quantidade de bandeiras com as cores do arco-íris, era o famosa Praia da Farme em Ipanema, conhecido por abrigar uma grande quantidade de homossexuais, tentei me aventurar por essa área. Por um momento, não sabia mais se estava numa praia, na gravação de alguma novela global, numa boate gls ou em uma academia. Sério, aqueles corpos perfeitos, torneados, rostos lindos, tudo muito “invejável”.

Na minha mente surgiram os comentários do blog sobre o universo GLS: todos eles pareciam saídos de um mesmo lote de fabricação, como algum produto feito em série. Como não sou familiarizado com esse nicho, finalmente tudo que havia lido fazia sentido. No meio daquela gente, me senti uma aberração, sério. Me senti mal, por não fazer parte do “padrão”, e na verdade, ninguém nem notava minha presença ali, creio eu que não sigo o “modelo” deles gay de ser. Não nego que foi excitante, ver aquelas pessoas se beijando, se pegando, em alguns momentos tinha que correr pra água, para “acalmar”, se é que me entendem. Mas não passou disso, felizmente, não tive inveja daquela vida.

Sair sozinho tem suas vantagens. Você tem como ouvir sua consciência, e comecei a me indagar o que seria de mim se eu tivesse me debandado para esse universo antes. Acho que nem um diploma eu teria conseguido. O culto ao corpo estaria na top list das minha obrigações. Não que as pessoas não devam malhar, eu faço isso hoje, mas é estranho que numa população inteira de homossexuais, a esmagadora maioria siga o mesmo padrão, acho que funciona como uma lavagem cerebral: se quero ser parte deles, tenho que ser como eles. Segui em frente, aportei no posto 10, lugar onde havia gente normal: gordos e magros, feios e bonitos, héteros e homossexuais, sem nenhum estereótipo ou padrão. E ali sim, me senti em casa.

Depois de ler o texto nos enviado acima e refletir. Nossa opinião aqui do Dentro do Armário é que deve-se conjugar a diversidade. A vida é feita de escolhas. Alguns escolheram se render as padrões ditos como os certos e melhores, outros não. O que acho que falta no meio gls é somente uma coisa, entender melhor a palavra diversidade, que prega-se e exigi-se tanto. No meio homossexual há pessoas de todos os tipos, e isso é salutar e válido. Devemos conjugar a diversidade e não somente um único padrão. Se o mundo fosse todo igual não teria graça.

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21 respostas para “Lavagem cerebral gay”

  1. Vou ser sincero gostei do texto até uma parte mas no final achei preconceituoso os caras podem muito bem adorar o corpo se cuidarem pra caramba estudarem serem bem sucedidos proficionalmente uma coisa não tem nada a ver com a outra. Essas pessoas devem ter família e uma vida devem ter algo interior acho preconceito julgar que são burros ou alienados só por serem lindos,gostosos,maravilhosos e suculentos me empolguei um pouquinho kkkkkkkkkk mas tudo bem kkkkkk

    1. Carlos,
      É um texto de um leitor. Mas em parte reflete como o meio se comporta. Preconceito há em vários sentidos inclusive, por parte dos que não entendem os demais tipos de gays, a diversidade em si.
      mas, criticas sempre são bem vindas. Pode postar a vontade comentarios.
      abraços

  2. O blog me ajudou muito no meu ”me aceitar” não nego isso. Mas venho sentido um ar de superioridade muito grande com relação aos outros gays mais óbvios ou mais apegados às coisas do mundo GLBTT.

    1. Nem é ar de superioridade. É porque o blog tem na sua maioria de leitores os gays que não tem padrão. Ai alguém tem que falar “nós existimos” “nós não queremos seguir padrões”. Alias ninguém deveria ser obrigado a seguir padrões, isso falo para heteros e gays. A diversidade e multiculturalismo é que é o bom.
      Os gays que seguem padrão tem mais voz que os demais. Por isso esse contraponto aqui.
      Todos os gays são bem vindo aqui e inclusive podem sugeri temas e debater.
      Grande abraço

  3. sei que não é seu até por vc ser carioca e a pessoa estava visitando. Agora sabe o que lembrei lendo esse texto daquele cara que perguntou se vc trabalhava com o corpo as pessoas podem sim serem bonitas inteligentes terem uma família são pessoas gostosas porém normais.

    1. Fala ai Carlos,
      Pois é. Aqui no Rio tem um certo padrão que o meio imprimo, até pelo culto a beleza da cidade.
      Eu frequentei há 10 anos atrás o meio fortemente, e teve um dia que resolvi sair. Posso malhar, fazer atividades físicas, mas ser obrigado a seguir isso fortemente.
      O problema não é a pessoa malhar, ou querer cultivar a beleza, o problema é quando isso vira obsessão e os caras começam a humilhar e a agir também com preconceito com quem não segue esse padrão. Numa das minhas idas eu ouvia sempre “no nosso mundo *gay) só quem vai sobreviver são os bonitos” . Naquele dia eu tive a certeza que não queria pensar dessa forma.
      O debate está ficando bom. Continua a comentar.
      Grande abraçooo

  4. Realmente achei de mal gosto o texto na minha opinião. Sabe falamos tanto em padrões em não seguir padrões e o autor do texto coloca mais um padrão e pior ao inves de debater acaba julgando e pior nem conhece essa pessoas um homem pode muito bem ser bonito ,inteligente cuidar do corpo e ter uma profissão.

  5. Esclarecimentos do autor: 1) nada contra a pessoa ser estudada, cuidar do corpo, ter profissão, caso contrário estaria sendo preconceituoso com o meu próprio modo de vida. Tenho ensino superior, faço acadêmia, e ainda estou prolongando meus estudo com pós-graduação;
    2) Sou pesquisador, e infelizmente, muitas vezes minha cabeça funciona da seguinte forma: imaginem que, aleatoriamente, uma pessoa fizesse uma amostragem de homens na praia. Uma amostragem feita só na praia da farme, e outra nos demais pontos de ipanema; provavelmente o resultado que ele iria ter é: na população gay, amostrada na farme, a proporção de pessoas com físico, vamos dizer, mais “bem favorecido” é muito superior a da população hétero, no resto de ipanema. Isso é no mínimo, curioso;
    3) Não tive contato com o meio GLS, nem bares, nem boates, muito menos amigos gays próximos tenho, então, pra uma pessoa que acaba de se assumir e nunca teve contato com esse tipo de nicho, há de convir que no mínimo, é meio estranho esse padrão;
    4) Com base nisso, acho que o termo preconceituso não deveria ser aplicado a mim, e no mínimo, deveria ser tachado de hipócrita ou ignorante, por não ter conhecimento do universo gay em geral.

  6. Leonardo apesar de já ter frequentado boates gay também conheço muito pouco sobre os padrões aliás como sempre digo sou contra a qualquer tipo de padrão. Agora o que não gostei foi a generalização deu a entender que todos os gay bonitos que malham ou até mesmo os que são padronizados são apenas aquilo não tem capacidade de ter uma boa formação como a sua que são completamente vasios por dentro sendo que nem ao menos vc conhecia acabou que sem querer ao meu ver vou até pedir desculpas vc foi sim preconceituoso e acabou criando um outros padrão no meu ponto de vista. Até um determinado momento estava adorando o seu texto porém quando chegou na última parte detestei falamos tanto em não seguir padrões e sem querer vc construiu um novo padrão

  7. Tudo bem são um bando de homens bonitos com belos corpo em um determinado local mas só sabemos isso deles não podemos em hipotese alguma dizer que só são aquilos ou que não tenham uma boa profissão. Dentro de todos existem varias pessoas.

  8. Vocês acabam estabelecendo padrões pras vcs que não seguem padrões mesmo sem ver, aliás essa definição de padrão ta esquisita demais, fica parecendo que os gays obrigam os outros gays a viverem de forma X ou Y, sendo que não vejo ninguém ser forçado a nada…

    1. Tem um grupo no meio gls que te excluir se vc não segue padrões. Eu vivi isso aqui no Rio. Era bombardeano a mudar totalmente.

  9. Concordo que muitos estabelecem padrões mesmo sem perceber quanto a parte do obrigar ninguém obriga ninguém a nada mas pode influenciar talvez por querer fazer amigos gays mas acho que todos tem que ser respeitados pela sua forma de ser no final todos são gays e seres humanos e ninguém é melhor do que ninguém.

  10. O padrão negativo para mim é aquele que transmite que todo homossexual vive num carnaval eterno, que somos pessoas “alegres” e animadas que não se preocupam com nada além de roupas e do corpo, que todo homo é egoísta e “fácil”, não procura um relacionamento com comprometimento de verdade, não se importa com fidelidade e companheirismo, só quer sexo e mais sexo, que homo não curte esporte, então não pode curtir nada mais “agressivo” que faça suar (desmancha o penteado, deixa ‘fedido’), que faça sangrar, se esfolar, deixe marca e cicatriz, homo só malha pra moldar o corpo e poder exibir como uma vitrine de loja, etc… Para mim estar fora desse padrão independe do cara ser mais “macho” ou efeminado, ser bonito e gostar de se cuidar ou não. Como o Olavo falou ai, acredito que nós também temos que ter discernimento para não criar um padrão “gay-não-gay” como sendo superior a todo o resto, até porque dessa forma nós estariamos agindo igual à essas pessoas que se fecham em grupos.

    Quanto a sua “amostragem” Leo, acredito que o ambiente favoreceu mesmo, uma cidade como o Rio por si só (calor, praia) acaba levando as pessoas a se preocuparem mais com o corpo (porque expõe mais), então uma praia “gay”, onde pode se fazer o que é “proibido” em outros lugares, numa cidade turistica em um país onde os visitantes acreditam que seja o paraíso tropical do sexo, acaba “reunindo” mais pessoas em busca de corpos saradões e uma pegação sem grandes envolvimentos.
    Abraços!!

    1. Xandão sempre mandando bem nas analises. Vou acabar contratando para formar uma equipe do Dentro do Armário.
      Bacana seu posicionamento, sempre claros.
      Abraçao cabeção

    1. se é piada, o que faz aqui? quando eu não gosto de um meio de comunicação, nem acompanho. hauahuaua
      hauahuaauuauauauuauauuauauuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

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