Como seria a jornada de vida de um homo/gay?

A idade vai chegando, e muitas questões chegam. “Como ser homossexual na terceira idade?” “Será que ficarei sozinho?” “Como seria viver com outro homossexual na terceira idade”? “Amor, sexo…?”

Tenho conversando com um jovem leitor, e ele sempre me indaga o medo do futuro. Primeiro, como ele vai lidar com a reação dos pais quando souberem que ele é homo. Se vai encontrar alguém bacana na vida. E como será a terceira idade como homossexual. Tantos questionamentos. Tantas interrogações.

Confesso que eu levo a vida as vezes sem um planejamento. Antes eu planejava tudo, depois larguei de mão. Como administrador de formação deveria ter isso na concepção de vida. Mas prefiro ir levando. As vezes com expectativa, as vezes cético. Mas estes dias me peguei sozinho perguntando. E quando meu pai se for…? Eu não tenho mais ninguém. Filho único. E se eu nunca tiver um companheiro? Meu medo é um dia acabar tendo que recorrer a garotos de programa, ou bancar garotão para me iludir sobre o amor. Coisa que eu não sou a favor. Talvez me dedique a causa comum.

Mas tentando responder as questões do nosso jovem leitor de 18 anos. A questão de falar aos pais, vai depender muito como sempre digo da abertura que eles tem ao tema e a forma com que eles se relacionam com você. Não vejo necessidade de adiantar as coisas, ou criar dores, mesmo sabendo que elas existem, mesmo que não queiramos.

Na questão do amor, é uma busca continua. Quem diz que não busca, está mentindo. Todo mundo quer alguém ao seu lado. Não falo como posse, mas sim alguém bacana, para dividir momentos. É natural do ser humano, e até dos animais viver em sociedade e ter um companheiro. Mesmo que amanhã você decida pela causa comum, é uma forma de se relacionar, neste caso. Não espere que a felicidade apareça de um relacionamento, na verdade ela tem que nascer de você, o que vier a mais são complementos para solidificar está.

Encontrar alguém não está fácil nem para heteros e nem para gays. Vivemos na sociedade do descartável, onde ninguém está satisfeito com o que tem e/ou com o que está vivendo. Esse eu acho que é o maior medo. A troca fácil que as pessoas de hoje fazem umas das outras. Os valores banais, onde imagem e somente ela vale mais que a essência. É como se comprar um bom perfume só pelo rôtulo, mas dentro não tem o precioso líquido, e mesmo assim, a pessoa cegamente só quer a garrafa vazia.

E chegamos a terceira idade. Há pessoas que tem um batalhão de pessoas ao seu lado, mas há outras que estarão sozinhas por inúmeros motivos. E a terceira idade de um homo, como seria? Boates, gastos com roupas, garotos de programas, bancar garotão…definitivamente esse não é o caminho. Quanto a sexualidade, sexo é algo que deve ser encarrado como normal, seja em qual idade estiver. Claro, o corpo não vai responder como na juventude. Mas, há de se saber descobrir o prazer.

Um dia desses imaginei dois velhinhos homo, na mesma casa, juntos, anos de relacionamento. E o que fica disso tudo, quem sabe, algo valoroso: amizade sólida. Quem sabem os dois caminhem juntos pelo mundo para descobrir as cores e sabores, esse seria um bom caminho.

Mas terminado esse post. Confesso não tenho respostas. Tenho interrogações como todos vocês.

Do futuro só espero que ele seja com menos preconceito.

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6 respostas para “Como seria a jornada de vida de um homo/gay?”

  1. Sabe nunca tive medo da solidão até completar os 18 anos que nós primeiros dias vc comemora mas depois sente um poucão o peso das responsabilidades foi assim comigo por ser praticamente filho único e muitas vezes ter que ficar em casa soube lidar bem com a solidão para ser sincero gosto dela tenho amigos de todos tipos e estilos até por me considerar bem diferente não por ser gay mas por ser diferente mesmo , porém mesmo assim gosto da solídão um dia quando estava pensando em como estava velho caduco e que daqui a pouco estaria usando bengalas pelos meus 18 anos tive medo da solidão e não sei explicar o motivo não sei se foi esses pensamentos bobos que vem de repente e some ou se sempre esteve lá e nem eu mesmo sabia o ser humano é bem complicado basicamente passei o dia todo pensando sobre isso e tive” medo” e até pena de me torna um desses senhoras que nitidamente não estão confortaveis em fraquentar certos tipos de lugares com música que provavelmente não lhe agrada a procura de um jovenzinho que talvez lhe rouber ou mate tanto perigo e sofrimento por companhia pensei também nós casais que tem medo da solidão e não se suportam mas vivem uma vida de aparencia isso é solidão descobrir na minha velhice dos meus 18 anos que podemos estar sozinhos e ao mesmo tempo não estar sozinho e podemos estar rodeados e de pessoas e estar sozinho que isso é relativo o ser humano em si é muito complicado a solidão é uma coisa pessoal também tem muito a ver com paz de espirito vc pode estar sozinho e rodeado de mil pessoas ao mesmo tempo beirando a morte de velhice aos 19 anos quero sim alguém mais no momento não quero não posso simplesmente vou viver as muitas fases da minha vida posso ser muitos quase a morte dos meus 19 anos decidir simplesmente viver se por acaso na velhice não tiver um companheiro vou ter a certeza de não estar sozinho.

    1. Isso ai Carlos,
      A gente vai descobrindo as fases. E como você falou, pode-se estar com bastante gente ao redor, sem precisar ter um relacionamento.
      A cada fase da vida vamos descobrindo as coisas, umas fases queremos alguem, outras, queremos ficar sozinhos.
      Uma coisa que me acostumei é morar sozinho. Preciso deste espaço.
      Abraçaoo

  2. Gostei do post…representa uma dúvida cruel que também me atormentava muito no decorrer do início de minhas descobertas…mas sou muito grato primeiramente a Deus e por todos aqueles que contribuiram para a formação da cabeça que tenho hj. Hoje sei que tudo tem sua hora e não devemos ser anciosos quanto a essas coisas. Uma coisa que me disseram e que jamais me esqueço é que: “Tudo que é seu de direito virá, mais cedo ou mais tarde, dependendo de nosso merecimento”. O importante é levar as coisas na naturalidade e não se bater por isso! Um abraço a todos!

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