Vou começar este post, repetindo a frase de Adriano Q, nosso leitor e amigo, que uma vez me disse via email.
“Se você pensar que o cara da tua vida é você mesmo, nunca estará sozinho. E o que vier você lidará com mais flexibilidade e mais calma.”
Ela é bem reflexiva para o texto que segue abaixo.
Bem, o cara das nossas vidas, o principe encantado, existe?
Resolvi fazer este post, pois li a pouco no Jornal O Globo, uma materia sobre uma escritora americana, que em seu livro, afirma que se até os 30 anos se a mulher não encontrar o principe encantado, então que se case com um sapo.
“Se até os 30 anos você não encontrar seu príncipe encantado, é melhor casar-se com um sapo. Esta é a sugestão polêmica da escritora Lori Gottlieb, autora do recém-lançado livro “Marry Him! The case for settling for Mr. Good Enough” (“Case com ele – Por que casar com o Sr. Bom o Suficiente”, em inglês). Para ela, as mulheres mais velhas têm perdido ótimas oportunidades no amor por serem muito exigentes nos relacionamentos.”
Então resolvi remeter tal frase para nos bi, homo, gays. Será que isso vale também para nós?
Segundo a escritora em seu livro:
“Existem homens maravilhosos que querem compromisso, são inteligentes e divertidos. Eles podem não ser lindos, mas eles poderão fazê-la feliz.”
Isso é verdade. As vezes idealizamos tanto, e deixamos pessoas que podem ser mais lindas que muito corpo passarem sem que nós, deixemos que eles nos façam felizes.
“A autora, com 42 anos e mãe solteira, afirma no primeiro capítulo do livro que perdeu diversas chances de se casar porque achava que um pretendente melhor estava por vir.”
No caso dos gays acho que tem um agente a mais, que é diferencial, já que a maioria busca se cuidar, malhar, andar na moda e tal. Sendo assim, talvez essa idade limite de 30 anos que funcionaria para as mulheres, talvez vá para o limite de 40 anos no nosso caso.
Um ponto relevante no caso dos gays é que a maioria é bem exigente, e como boa parte “se cuida”, certamente conseguem encontrar um parceiro “perfeito”, pelo menos no que diz respeito ao corpo.
Vou formular uma pergunta aqui.
Será que o parceiro é perfeito nos demais itens, quando se exclui o ponto corpo?
Eu sou daquele que fica idealizando o cara perfeito, não digo só em corpo, mas em modo de ser, atitudes, se eu o vejo na multidão, é aquele e pronto. Estou vivendo um caso assim.
Fiquei curioso para ver se me encaixo nesse perfil proposto pela escritora Lori Gottlieb, pelo menos se usar como base que eu já tenho 34 anos e nunca encontro o cara ideal, ou sei lá, não sou o cara ideal para os que eu achava que seriam ideais para a minha pessoa.
O certo é que procuramos tanto esse principe, esse ser ideal, e na verdade ele reside dentro de nós, em primeiro lugar, porque não basta ter um cara manerão ao nosso lado, se nós não nos achamos um principe, um cara ideal também, não basta a outra parte achar isso, nós temos que nos achar, nos amar.
Tem também o fato de que talvez o principe encantado deva na verdade ser tão simples nos seus gestos e modo de ser, na forma que se materializa, que este sim, se torne nobre pela sua essencia.
E por último, amor não tem idade, e nem hora, nem período. determinado As oportunidades para amar, ser feliz ao lado de alguém nos seguirão por toda vida, elas não estacam, são vivas, estão em constante ebulição. Vejam os exemplos dos joviais senhores e senhoras acima dos 70 anos, que estão dispostos a recomeçar, a encontrar um amor, alguém para dividir bons momentos. E eles felizes e sorridentes encontram. Porque então vamos colocamos tanta dificuldade ou limites?
Não há limites para o amor.
Ah! Indico o Blog da Raquel que fez uma excelente abordagem sobre o tema do Principe x Sapo.
Agora deixo com vocês, este debate.
E o principe encantado. Onde está? Até que idade podemos encontrá-los? Ou isso tudo não passa de mito, e barreiras para a felicidade?
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